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Montreal – Dia 1 – CANADÁ

Montreal é uma das cidade mais decentes do planeta. Diferente de sua grande irmã inglesa, Toronto, onde tudo é perfeito e previsível, Montreal abriga falhas e diversidade humanas. Há uma ou outra escada rolante do metrô que não funciona. Há até lixo na rua. Mas nada que abale a beleza radiante da cidade e a alegria de sua gente.

Há muita coisa para fazer em Montreal. Se for no verão, andar na rua e ver gente é a melhor delas.

Qualquer passeio pode começar pela cidade velha. Montreal é a segunda cidade mais antiga da América do Norte – afirmam – e caminhar pelo centro antigo revela a beleza imposta pela colonização francesa em suas construções. Construída de frente para o porto, a cidade se ergue numa montanha que, hoje, abriga um bairro muito turístico, mas muito agradável, com cafés, lojas e restaurantes.

No local, há lojas de artigos de Natal, tão populares no Canadá.

E é possível provar a cauda do castor, popular doce, que não tem nada demais, mas é gostoso.

Caminhando pela cidade antiga, você pode ir direto para o centro, onde estão todas as lojas, os bancos, as igrejas e ainda muita gente na rua. Tudo seguro, bonito e acolhedor.

Os canadenses amam o verão e adoram ficar na rua. Afinal, no inverno, sua rotina de compras e trabalho é mais confinada às cidades subterrâneas que ligam estações e centros de compras através de túneis.

Subindo a Rua Saint Denis a partir do centro – rua lotada de cafés e lojas – você sai na rua Mont Royal, na divertida região de Coolmile End.

Da rua, você pega o ônibus que sobe o Mont Royal para ter uma vista linda da cidade e da ponte que abriga os fogos que são disparados toda quarta e todo sábado da temporada de verão.

Na descida, volte pela Rua Saint Denis até a Duluth e, de lá, recomendo entrar no restaurante Au Pied De Couchon. O restaurante é especializado em fois gras, comida politicamente incorreta. O fígado do pato feito exclusivamente para o restaurante vai em tudo. A gordura do pato serve para fritar e besuntar o restante. Até as batatas são fritas nela.

Você deve reservar. Se não, sente no balcão e interaja com a cozinha ou com as pessoas ao seu lado, se possível. O atendimento é simpático. Os cozinheiros são bagunceiros e divertidos. E a comida é fenomenal. Abaixo, a pata de um porco cozida com cogumelos e ervas e cebolas ao molho de fois gras com um fois gras inteiro em cima e deitada num purê de batata caprichado no alho.

Qualquer canadense pode te falar: “o restaurante é caro”. Se você mora no Rio ou em São Paulo, relaxe. Vai gastar R$ 50,00 por cabeça.

Bicicletas: parte do cotidiano da cidade e sujeitas às leis de trânsito como qualquer veículo.

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Montreal – Dia 2 – CANADÁ

Montreal tem uma das maiores comunidades gays do mundo. A cidade e o povo canadense são afáveis com todos os tipos de particularidades. Então, é natural que todos se sintam bem no país.

A Gay Village de Montreal estende-se pela Rue Saint-Catherinne desde a Av. Papineau até a Place Émile-Gamelin. É bem grande. De manhã à noite, cafés, restaurante e lojas estão lotados, e a rua ainda fecha no verão para atividades diurnas e noturnas. Todas civilizadas e abertas à família.

O parque olímpico de Montreal também é algo a se ver.

A torre do estádio olímpico, que deveria abrigar escritórios, serve hoje como mirante para a cidade. O teto, que deveria ser retrátil, nunca funcionou.

Mas o velódromo tornou-se uma das atrações mais interessantes do Canadá: o Biodome.

Lá você passeia por 4 ecossistemas com seus devidos animais.

Pinguins

Lontras

Capivaras

Répteis e Aves

É programa de família, interessante pelo contato com biomas que não fazem parte do dia a dia do brasileiro. Sobrou tempo, volte para a antiga Montreal, pois as atividades no porto durante o verão.

Cirque du Soleil: onipresente nas cidades canadenses.

Se a noite for de verão, certifique-se se não haverá algum show de fogos da ponte da cidade.

Anoitece tarde em Montreal. Às 21h30, quando estiver praticamente escuro, parta para o local e acompanhe os focos como fazem os canadenses: de forma civilizada e tranquila.

Ottawa – Dia 2 – CANADÁ

O Museu de História Canadense de Ottawa é o museu mais visitado do Canadá. O passeio pelas galerias conta de forma lúdica a colonização da América do Norte, com foco no Canadá. Tudo acontece em cenários muito bem construídos, um estilo meio Disney de contar história. É um ótimo jeito de passar a manhã. A hora do almoço é no Dunn, delicatessen de sanduíches monstros! A combinação de queijo, pastrami, salada e poutine vai fazer com que você nunca mais esqueça o Canadá! E pra fechar o dia, o ByWard Market é um complexo de restaurantes e lojas pra onde o povo se destina pra badalar!  

Ottawa – Dia 1 – CANADÁ

Ottawa é a capital e uma das cidades mais interessantes do Canadá. É cheia de cosias para fazer e convida turistas e a população local a se aproximar da sede do poder. Repare abaixo que as pessoas fazem pic-nic e praticam esportes no gramado em frente ao parlamento canadense, principal instituição do governo do país.

Conhecer o parlamento por dentro é simples: basta ir até a porta e agendar-se num dos grupos que fazem o tour em francês ou inglês. E, se você for canadense – não é o meu caso -, você pode deixar seu nome para um dia hastear a bandeira. Demoram alguns anos mas um dia te chamam. Em geral, já te dão uma previsão de quando isso irá acontecer ao inscrever-se.

O Rio de Outaouais, que corta a cidade, é limpo. É por isso que algumas pessoas pescam nele.

Pra conhecer o Rio e a cidade, vale um city tour. Recomendo o Lady Dive, um veículo anfíbio, que não só circula pelo asfalto mas também mergulha no Rio para mostrar a cidade de outra perspectiva.

De volta à praça do Parlamento, o programa imperdível para a noite é o show de luzes que acontece diariamente.

Pegue seu poutine, snack tipicamente canadense, mais especificamente da região de Quebec. É feito com batata-frita, molho madeira e queijo. Sente-se no gramado e espere a noite chegar. Se for verão, vai demorar a acontecer.

Durante o show, a história canadense é contada com luzes. Belo jeito de fechar a noite.

Toronto – Dia 1 – CANADÁ

Toronto é a metrópole canadense. Quase uma pequena Nova York. A cidade é perfeitamente planejada e organizada, tem prédios muito altos e sistema de transporte eficiente.

Uma das maiores atrações da cidade – talvez a mais famosa – é a CN Tower, ou a torre da TV canadense. Já foi a estrutura mais alta do mundo, mas hoje perde para o Burj Khalifa, em Dubai.

É interessante subir seus 533m de altura. Você vê o aeroporto doméstico da cidade, caminha sobre um chão de vidro e ainda pode fazer um tour ao ar livre no cume da torre. Apesar da altura impressionante, a CN Tower sofre do mesmo mal que qualquer mega-estrutura ao lado de prédios gigantescos: não traz a sensação de você estar nas alturas. Aliás, acho que nenhuma estrutura urbana até hoje me deu a sensação de estar tão alto e tão acima de tudo quando a Torre Eiffel. O resto se esforça.

Toronto tem grandes centros de compras e de atividades culturais. A Dundas Square está na região que concentra a maioria das lojas e grifes conhecidas.

Mas é na Queen St West que está o lado mais legal para passear na cidade. É um pouco jovem, um pouco descolado, mas tem todos os cafés, as lojas e os eventos mais interessantes da metrópole.

Toronto – Dia 2 – CANADÁ

Sair de Toronto num tour programado em direção a Niagara Falls e Niagara on The Lake pode ser uma ótima opção para preencher seu segundo dia em Toronto. Até porque os tours te entregam de volta à Dundas Square em torno das 17h30.

A cidade de Niagara Falls é cafona ao extremo. Suas cataratas são bonitas, mas pra quem conhece as de Iguaçu, tendem a ser levemente decepcionantes. Ainda assim, vale a visita. Evite a torre de observação e faça o passeio Maid of the Mist. Há anos eles levam turistas de barco bem próximo das quedas de águas claras.

Bem perto de Niagara Falls está a cidade de Niagara on The Lake. Bonita, parece quase a Main Street da Disney, só que na versão real. Cafés, antiquários, docerias e lojas de enfeites de Natal se revezam no trajeto que ainda inclui hotéis boutique.