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Machu Picchu – PERU

Todo mundo da América do Sul deveria ir ao Peru e ir a Machu Picchu. Principalmente porque o “ir” é legal! A cidade Inca, encravada no alto dos Andes, tem pouco mais de mais de 500 anos. O que a fascina é o fato de ter permanecido desconhecida dos conquistadores espanhóis. A cidade foi apresentada ao mundo em 1911. Durante anos, permaneceu intacta.

Machu Picchu é enorme e você pode passar o dia lá. Leve seu passaporte que você ganha um carimbo de que esteve no local.

Mas pra transformar o seu dia numa aventura marcante, você pode fazer a subida da cidade de Huanay Picchu (Wanay Picchu), que fica em frente. Só 400 pessoas por dia podem subir a cidade, então compre seu ticket com antecedência.

A subida é um desafio: pesada, íngreme, emocionante. Parece que nunca chega.

As escadas da cidade são estreias, você atravessa pequenas cavernas, sobe pequenas pedras, escadas com degraus minúsculos… Mas tem uma vista privilegiada de Machu Picchu e se sente um vencedor 😛

A base para visitar Machu Picchu é Águas Calientes. É para lá e de lá que parte o trem rumo a Cuzco. É uma cidadezinha pequena, mas agradável e em contato com a natureza!

E o contato continua mesmo dentro do trem, com teto panorâmico pra gente apreciar a altura das montanhas dos Andes peruanos.

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Nazca – PERU

Não importa em que lugar você esteja no Peru, você precisa ir a Nazca. A cidade fica no estado de Ica. Isso quer dizer que, se você está em Lima, vai pegar mais ou menos 7 horas de ônibus.

Não sei o que eu tinha na cabeça – talvez o pouco tempo para conhecer o principal do Peru -, mas eu resolvi ir e voltar no mesmo dia. Sim, eu saí de Lima de ônibus em torno das 4h da manhã e voltei para  Lima no final do dia, chegando em torno da meia-noite.

É preciso registrar que os ônibus interestaduais no Peru são extremamente confortáveis, possuem tela com entretenimento de bordo individual e serviço de bordo. Além disso, são muito baratos.

Chegando em Nazca, você já precisa estar com seu passeio de avião pelas linhas de Nazca comprado. Isso vai agilizar sua viagem. A cidade, que é uma pequena rua de comércio no meio do deserto, serve como base para a sua agência te levar até o aeroporto e depois, na volta, para você almoçar.

Chegamos ao aeroporto de Nazca. Hoje, é algo bem estruturado e sinalizado, com muita organização. Mas os guias contam que, não há muito tempo atrás, era apenas uma pista com empresas particulares de teco-tecos voando para explorar o turismo sem muita segurança para elas mesmas e para quem encarava seus passeios. Resultado: um grande acidente e o governo passou a cuidar das autorizações e do controle aéreo. Tanto que é preciso levar seu passaporte para voar em Nazca.

Os aviões não têm ar-condicionado. É tudo rústico, porém seguro. São 5 por voo, além de um piloto e um co-piloto que, além de controlarem a aeronave, te apontam as linhas que você vai observar no chão. Em 40 minutos de voo, com vento entrando pelo avião e o aeroplano sacudindo muito mesmo, você, se for capaz, abre um pouco mão da tensão para ficar maravilhado com o que é possível ver apenas de uma grande altura.

O avião sacudia tanto que eu só pensava em quanto seria tenso pra pousar. Mas foi bem mais tranquilo do que eu esperava. De volta ao solo, parei de suar frio e o guia nos levou para o segundo passeio interessante de Nazca: o cemitério de Chauchilla. Lá, é possível ver as múmias em excelente estado de conservação do povo Huari, uma civilização pré-inca do séc VII.

Lima – Dia 2 – PERU

Quando você perguntar onde ficar em Lima, todo mundo vai te falar: Miraflores. Mas se me perguntar, vou te falar Barranco. Me hospedei no bairro por ser  casa de meu amigo peruano e me supreendi com o que Barranco tem a oferecer.

Barranco é daqueles bairros com personalidade, com cultura e com vida própria. Tem uma vidinha quase provinciana não fossem as festas exóticas, as lojas estranhas e os prédios de design que brotam por todos os cantos do bairro. Barranco é o burbirinho hypster de Lima.

E, se o bairro está em ascenção, é natural que apareçam restaurantes mais bacanas no local. Conheci o Amor a Mar, que, como todo bom restaurante limeño, capricha nos ceviches.

E, apesar de sofisticado – adivinha! -, cabe super-bem no orçamento.

É em Barranco também que está uma das lojas mais legais do Peru! A Dédalo é especializada em arte, artesanato e design. Seu espaço de produtos e obras de artistas e designers de todo o país.

As coisas estão distribuídas em vários ambientes e são sensacionais.

E, depois de comer no Amor a Mar, caso você queira algo mais roots, você precisa conhecer uma chifa. Lima é um grande centro de atração para imigrantes chineses. E chifa refere-se à adaptação da comida chiensa ao paladar peruano. Os preparos e os sabores são ímpares. Até o chef celebridade Gaston Acúrio tem sua chifa, mas a Chun Yion tem quele ar indie, no meio de Barranco, que me agrada mais. Fica na Calle Jr. Unión, n 126.

É meio badaladinha pelos locais – ótima chance pra se misturar -, mas você não deve demorar muito pra sentar. Abaixo, o prato que comi e repeti outros dias: caldo com legumes, drumete, camarão, bacon e ovo de codorna. Pra harmonizar, não se esqueça: Inka Cola!

Lima – Dia 1- PERU

Já foi lido em lugar ou outro que Lima é a capital culinária da América do Sul. É um título que posiciona a capital peruana na cabeça de quem tem dificuldade para se  imaginar visitando essa cidade surpreendente. Se não é seu caso, não se preocupe muito com o título. Mas atente-se e conforte-se: em Lima você vai comer incrivelmente bem e barato.

Você pode ir ao famoso Atrid y Gastón, do badalado Gastón Acurio em várias grandes cidades da América Latina. Certamente você vai ter uma linda experiência gastronômica. Mas, já que está em Lima, que tal dar a chance a outro chef igualmente celebrado? O nome dele é Rafael Osterling e o restaurante que conheci e acho que você vai adorar conhecer é o El Mercado, em Miraflores.

Além dos sensacionais ceviches (difícil não gostar de algum deles), foi lá que comi uma das melhores coisas da minha vida: vieiras à parmegiana (abaixo).

Não é baratinho como outros locais de Lima, mas está tão longe de ser caro que vale cada centavo que você deixa no local. Se estiver lotado, sente-se no balcão, que também é uma ótima opção caso esteja sozinho.

Tão atraente quanto a comida é o centro de Lima. Talvez seja o centro de cidade latino-americana mais bonito que já vi, comparável apenas ao da Cidade do México. As praças são grandiosas e a arquitetura é linda, valendo o passeio a pé.

A Basílica de São Francisco (abaixo) é um passeio imperdível. Além da construção grandiosa de templo +convento, o local abriga a segunda biblioteca mais antiga das Américas (a primeira está em Quito, no Equador) e catacumbas com ossários organizados de forma tão impressionante que resistiram aos terremotos de Lima.

E a Plaza Mayor, sede do poder peruano, é o cartão postal mais famoso da cidade. É rodeada de construções imponentes, como o palácio presidencial e a catedral de Lima.

Na Plaza Mayor, você pode pegar um pequeno ônibus para o mirante no Cerro de Sán Cristóbal. A subida dá um pouquinho de medo, pois cruza favelas e mais favelas.

Mas lá de cima a vista de Lima é imperdível!