Arquivo da categoria: China

5 Coisas Impressionantes do Mundo…

… que pouca gente conhece.

1. O Buda de Leshan, na China. Situa-se na cidade de Leshan, a duas horas e meia de Chengdu, moderna cidade cravada no miolo do país.

2. A Catedral de Sal de Zipaquirá, na Colômbia. A uma hora de Bogotá, na pequena e charmosa Zipaquirá, um monumento subterrâneo impressionante montado pelos trabalhadores das minas de sal da Colômbia.

3. Museu de Antropologia de La Plata, Argentina. A uma hora de Buenos Aires, a cidade de La Plata já vale a visita por sua beleza. Mas é seu museu de antropologia (que deve ser lido como museu de História Natural) que concentra impressionantes ossadas de animais pré-históricos e morcegos empalhados do tamanho de cachorros de médio porte. Diversão pra toda família.

4. Inhotim, Brasil. A pouco mais de uma hora de Belo Horizonte, o parque do Inhotim é o paraíso para fãs de artes plásticas e um local a ser visitado para quem quer se impressionar com arquitetura, natureza, comida boa e atendimento ao turista de altíssima qualidade. Isso, no meio do nada: a pequena cidade de Brumadinho.

5. Cholula, México. A poucos quilômetros da lindíssima cidade de Puebla, em Cholula, os espanhóis construíram sobre uma montanha uma catedral impressionante. Com o tempo, percebeu-se que a montanha era, na verdade, a pirâmide com a maior base do mundo que, aos poucos, vem sendo escavada e até hoje não se sabe a que povo pré-colombiano pertenceu.

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Macau – CHINA

Macau

Um dia sobrando em Hong Kong pede uma volta em Macau. A ilha, que já foi colônia portuguesa, preserva letreiros em português, mas tem um agravante: ninguém fala nem português nem inglês. Então, não se anime muito com o idioma.

Hoje, Macau preserva seu passado de arquitetura muito semelhante a Lisboa, ao Pelourinho ou à Lapa carioca. Mas o mais impactante vem antes de ser chegar ao centro da cidade: os cassinos que fazem da ilha a Las Vegas chinesa, com filiais dos gigantes americanos em pleno continente asiático.

Para ir a Macau, basta pegar o ferry a partir de Hong Kong. Na estação, compre já a ida e a volta, principalmente se for alta temporada (verão). Em cerca de duas horas você estará na colônia portuguesa. A exemplo de Hong Kong, Macau tem dinheiro e investe em infra. Também goza de autonomia frente à Republica Chinesa. Então prepare-se  para mais carimbos de imigração no passaporte. Ah, sim, não se esqueça em hipótese alguma de levá-lo.

Você pode ir da estação de ferry de Macau para o centro em um dos ônibus dos casinos que fazem o transporte gratuitamente. Pegue o ônibus do Wynn ou do Gran Lisboa, que te deixará muito próximo da principal praça da cidade. Aliás, vale a pena entrar no Gran Lisboa para conhecer um dos maiores casinos do mundo e conferir a cafonalha local. O casino é monstruoso. De dia, parece todo coberto em ouro. De noite, fica todo iluminado, piorando a situação. Para jogar, você deve usar dólar ou dólar de Hong Kong. Seu dinheiro de Macau, que é aceito em outros estabelecimentos, ali, não vai te servir de nada.

Mas a maior atração de Macau é o legado português na gastronomia, sobretudo nos doces. Os biscoitos de amêndoas da  ilha são maravilhosos e vendidos nas pequenas e obscuras lojas locais.

Hong Kong – Dia 2 – CHINA

A Disneylandia de Hong Kong é uma das grandes atrações da cidade. Se você estiver em falta com o Mickey, pode ir lá aproveitar meio-dia. Rapidamente você percorre todos os brinquedos, que não são radicais como no Magic Kingdom de Orlando, mas ainda assim compensam pela Montanha Russa Espacial – destaque para a trilha-sonora da atração em Hong Kong.

Ir para a Disney é facil, pois o metrô faz a conexão direta para o parque. E não demora muito. Você ainda pode comecar o dia na Disney, sair para fazer outra coisa em Hong Kong e depois voltar para o parque para conferir s shows da noite – sem pagar a mais por isso.

A noite de Kowloon é mais interessante. No anoitecer, passeie pelo mercado da Temple Street. Ha barracas vendendo de tudo: souvenirs chineses, capas para celular, cadeados, caderninhos com emblemas comunistas ou fotos de Mao Tse Tung, bichos de pelúcia, camisetas, frutas, máquina de barbear…

Enfim, voce rapidamente se lembra que está na China. Nos cantos da rua, restaurantes servem frutos do mar que são retirados vivos de aquários para ir diretamente para a chapa. Todos comem tomando cerveja nas mesinhas informalmente espalhadas enquanto ciganos pedem para ler sua mão. Tudo muito seguro e muito tranquilo.

Lugar bom e barato para comer em Hong Kong é uma unidade qualquer da rede Coral. Ha algumas espalhadas por Hong Kong. O preço é otimo e você pode fazer a encantadora mistura de proteína tão comum na comida chinesa: frango com polvo, porco com pato, carne com cogumelos. Ha fotos dos pratos, o que facilita na escolha. E como falam inglês em Hong Kong, não há muita dificuldade em perguntar. As bebidas também são ótimas.

Agora, se você quer uma refeição tipicamente local, há uma estranha sopa servida diretamente num melão com pedaços da fruta e camarões. Outra é o frango é assado inteiro e fatiado com ossos e tudo numa sequencia impressionante para que você desfrute até dos líquidos que estão instalados dentro do tecido ósseo que faz parte da carne.

É ainda em Kowloon, na Waterloo Road, perto da estação de metrô Mong Kok, que estão cabeleireiros com toques de design. Oferecem cortes arrojados. São ainda entremeados por lojas de massagens e pedicures. Como você ainda está na China, a massagem continua barata. Aproveite.

Hong Kong – Dia 1 – CHINA

Hong Kong é mais que China. Cidade de características próprias, assumiu uma identidade singular depois de 100 anos como colônia inglesa no Oriente. A devolução à República da China foi em 1997 e deixou ressalvas: a cidade e sua região administrativa gozam de autonomias e privilégios. Em termos práticos, Hong Kong tem algumas leis próprias, Facebook liberado, não demanda visto para brasileiros e há mais liberdade de expessão.

É fato que hoje Hong Kong vem perdendo para Shanghai o posto de cidade mais pulsante do pais. Fica também abaixo de Shanghai em termos de beleza e arquitetura. Mas ainda ganha em civilidade.

Hong Kong parece inteira um cenário do filme Blade Runner. Suas ruas e avenidas são cercadas por paredões de predios inteiros de mais de 40 andares, residenciais ou comerciais.  Dai pra cima. A poluição visual é imensa: letreiros de todas as marcas e todas as grifes do mundo repetem-se quase sequencialmente nas ruas da cidade, principalmente em Kowloon, distrito que concentra a maioria das lojas e a maior parte dos turistas.

Kowloon é uma loucura em termos de compras. Shoppings, outlets, boutiques de rua, galerias de metrô com mais lojas: tudo está ligado, deixando você quase zonzo e meio a tantas opções. Há prédios inteiros com 12 andares de lojas e mais lojas. Dominar a região e pesquisar todos os preços vai te custar dias.

Fuja de tudo isso e vá direto para a estação Cable Car do metrô. Ela te leva ao teleférico que, após te deixar viajando pendurado por meia hora, alcança um impressionante buda situado em meio às montanhas. O passeio é lindo e impactante. Por momentos, você está mais alto que os níveis de pouso e decolagem do aeroporto internacional. Ao chegar no buda, vá ate o topo da estátua se tiver ânimo para subir a gigantesca escadaria. Vale a pena chegar bem perto.

Tem gente que faz todo o percurso até o buda a pé. O trajeto leva mais de 6 horas. Melhor ficar com o teleférico que resolve tudo em meia hora por trecho. Por acaso é da mesma empresa que instalou o teleférico do Balneário Camboriú que ligar as praias Central a Laranjeiras.

A volta do passeio vai te deixar em frente ao Citygate Outlet. Os preços compensam dar uma entrada. O espaço nem é tão gigante assim que vá te fazer perder muito tempo. Dá pra administrar.

De volta a Kowloon, salte novamente na estação de metro Tsim Sha Tsui e dirija-se para a frente do planetário de Hong Kong. Ali, às 20h, acontece o Citylights, show de luzes, música e raio laser direto da ilha de Hong Kong para encantar turistas em Kowloon. Se você já viu as luzes de Shanghai antes, não vai achar assim tão impactantes. Mas é divertido.

Shanghai – Dia 2 – CHINA

Apesar de Shanghai ser linda, gigante, atraente e ter milhões de coisas para fazer, dá pra tirar meio diazinho e rumar para passeio e almoço numa das cidades mais pitorescas da China: Suzhou

Sunhou é uma cidade na água, e tem aquele apelido que muitas cidades no mundo levam sem necessariamente merecer: “a veneza chinesa”.

De fato, Suzhou é cortada por rios, pelos quais você pode navegar como um bom turista, mas suas ruelas trazem aquele ar de China antiga e interiorana. É flashback na certa.

Por toda a cidade, são vendidas iguarias como ovos de pato e ganso e coração de boi caramelizado.

Mas guarde seu apetite ocidental para algo mais familiar. A Teahouse of South Garden de Suzhou tem um almoço maravilhoso.

Ela segue o padrão das refeições chinesas: duas proteínas (aqui, camarão e porco), além de legumes e arroz. Pra beber, é lógico que vão te servir um chá quente e arregalar os olhos caso você peça algo gelado.

De volta a Shanghai, a viagem no tempo continua. A cidade antiga já está praticamente transformada num shopping para turistas, com H&M e tudo mais. Mas ainda assim é possível visitar seus jardins e desviar das bugigangas de mau gosto que aparecem a todo momento.

Shanghai – Dia 1 – CHINA

Shanghai não é tão densa quando se fala da cultura milenar chinesa. A cidade se desenvolveu muito ao receber influências externas. Por isso é tão ocidental e tão moderna. E, diferente de Hong Kong, a cidade que brilhou sozinha por muito tempo, Shanghai é espaçosa, bonita, bem administrada. Nada de arranha-céus amontoados e poluição de letreiros. Cada viaduto tem acabamento por baixo, as calçadas são arrumadas, o metrô é limpo, gigantesco e eficiente.

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O Bund, às margens do Rio Huangpu, é a região mais bonita da cidade porque nos lembra a influência europeia, principalmente francesa, que a cidade sofreu. Aliás, até hoje Shanghai tem seu bairro francês devido á arquitetura e ao fato de ter sido desde sempre porto, centro de comércio e entreposto de imigrantes que negociavam com a China.

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É por isso que o próprio Bund concentra lojas e atividades tipicamente ocidentais, como clubes de jazz, cafés a 5 dólares, patisseries, chocolaterias e outras coisas que não são comuns na China – entre elas, o preço alto.

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Mas ainda assim é possível comer muito bem e barato nos restaurantes Chineses da região, que servem menus de entrada, prato e sobremesa ainda com o olhar chinês. Lembro da minha sobremsa, um dia, ter sido três tomates-cereja, que tem o paladar doce para os chineses. Açúcar ainda não faz parte da dieta local. Sorte deles.

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O passeio de barco pelo Rio Huangpu é turístico, mas precisa ser feito. Tive a sorte de fazer ao final da tarde num dia lindo. Então, deu pra ver o contraste dos prédios modernos ao entardecer e suas luzes sendo acendidas aos poucosm o que os chineses chamam de citylights de Shangai.

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A arquitetura impressiona, sobretudo nós, brasileiros, acostumados à tragédia arquitônica a que estão condenadas nossas grandes cidades.

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Chengdu – Dia 2 – CHINA

Leshan é uma cidade a duas horas de Chengdu. Não é muito bonita, mas seu Buda é uma das coisas mais impressionantes e menos conhecidas do mundo. É algo a se ver.

Construída há cerca de 1200 anos e com mais de 70m de altura, a estátua está escavada numa montanha. Você pode acessá-la pelo topo, subindo a mintanha que faz parte dela.

Se preferir, pegue o barco para conferir a imponência de baixo. Recomendo fazer as duas coisas, pois é algo muito impressionante. Olhe ainda para o outro lado do poluído Rio. Repare que os apartamentos dos prédios em frente ao Buda só são ocupados até os andares mais baixos que a cabeça da estátua. Por respeito, ninguém compra o que está acima.

Atrás da estátua, na parte de cima da montanha, está um grande templo budista e um mosteiro.

De volta a Chengdu, você pode encerrar a noite na rua Jinli.

Lá há restaurantes onde você pode provar o hotpot (especie de cozido chinês). Numa panela com óleo e especiarias, a proteína é cozinhada por horas antes de ser servida com arroz.

Ou, então, peça a especialidade local: o porco cozido duplamente. O nome diz tudo e alguns restaurantes servem com cogumelos e vagem. Outros, com vagem e pimentão. É delicioso e apimentado como toda a comida da província de Sichuan. Vá com moderação.

Chengdu – Dia 1 – CHINA

Pouco conhecida, Chengdu é uma das cidades mais legais da China. Bonita, moderna, amigável e com duas coisas praticamente essenciais para ver: os pandas e o buda de Leshan.

O santuário dos pandas fica dentro da cidade, em uma parte mais rural. Lá, os bichos são criados e distribuídos pelo mundo. Alguns são soltos de volta à floresta e passam a vida sendo observados. São em torno de 2 mil pandas no mundo, a maioria na China, na província de Sichuan, da qual Chengdu e capital.

Vá ao santuário de manhã e principalmente quando não estiver muito quente. Assim você pega os pandas mais ativos. Sim, porque o bicho odeia calor e tende a economizar muita energia. Como se alimenta praticamente só de bambu (só come carne quando não há opção), precisa salvar energia, já que o bambu não é muito nutritivo.

Gigantes e dóceis, o panda é uma criatura que até hoje intriga cientistas. O animal é pre-histórico e, por sua doçura, não se sabe como conseguiu sobreviver a ambientes tão inóspitos e mudanças de clima. Além disso, o panda não é muito férfil. Quando tem cria – se der sorte, você vai ver um neném nascendo, mas não é possível fotografar -, se tem mais de uma, por instinto acaba cuidando só de um neném. Isso quando não se assusta com o animal que acaba de dar à luz e o mata com matadas. Um filhote de panda nasce menor que um rato, mas em 2 meses já está pronto pra ser pego no colo.

Você pode pegar um bebê-panda no colo se pagar RMB 1.000,00. Se não quiser, há vários filhotes e pandas de todas as cidades e tamanhos para serem observador muito de perto. Inclusive os pandas marrons, que parecem gatos gigantes e não são muito comuns ao nosso imaginário.

Uma experiência que vale a pena em Chengdu é assistir ao espetáculo de ópera com show de sombras no Culture Park: o Shufengyayun Operatic Circle. É algo tipicamente turístico mas muito bonito e interessante por cinco motivos:

1. você ai ver a opera chinesa encenada e se impressionar com os movimento

2. você terá um show de sobras com as mãos impressionante feito por um artista local

3. você verá o espetáculo de mudança de máscaras típico de Chengdu, no qual os bailarinos chegam a mudar a pintura na velocidade da luz 12 vezes durante o número

4. você poderá fazer uma massagem no local por um preço ótimo

5. você ainda poderá limpar o ouvido com profissionais certificados internacionalmente

No mesmo parque, ou em qualquer um dos belos parques de Chengdu, se houver tempo, dê uma volta pela manhã e veja as atividades físicas praticadas pelos chineses que lhes confere magreza e cabelos negros muito depois dos 60 anos. Dança, tai chi e até uma tradição típica às quartas-feiras, em que mães levam retratos dos filhos para esposas e maridos interessados, fazem parte da cultura local.

Xi´An – Dia 1 – CHINA

Xi´An é antiga capital chinesa. Cidade de clima interiorano, é até pequena para os padrões do país. Ainda assim, lembre-se: são 8 milhões de habitantes, trânsito intenso inclusive aos domingos e um aeroporto que deve dar 5 ou 6 Guarulhos.

Mas a diversão em Xi´An deve começar a partir da viagem de trem que sai de Pequim. De uma das estações da cidade – gigante como qualquer coisa no país – você embarca no leito macio – atenção: peça leito macio (soft berth) – em direção ao centro da China. O trem é ótimo, limpo, cheio de turistas ocidentais e chineses. Clima bom, staff que fala inglês e, se você não quiser ir até o restaurante, te trazem bebidas e comida na cabine. Dividi o vagão com poloneses e chineses. Ríamos dos turistas da China, com hábitos tão diferentes dos nossos. No meu vagão, chineses insistiam em escarrar em sacos de plástico – com o tempo você acostuma -, bebiam chá e comiam frutas. Chocolate tínhamos em estoque, pois é raro encontrar chocolate na China. Aproveite a disponibilidade na estação ferroviária de Pequim.

12 horas depois, chegávamos em Xi´An. A cidade tem um clima meio de Luxor, no Egito: aquela estação grande, mas velha, uma rua principal antiga, com construções que remetiam à antiga China, apesar de serem nitidamente contemporâneas.

Logo você repara que, andando pela cidade, você entra e sai de uma grande muralha. É confuso, mas rapidamente você entende o mapa da cidade. A muralha de Xi´An é gigante, tem 32 km. Você pode subir nela e caminhar por toda cidade por cima dela. Dá pra passar um carro, mas o trajeto é feito em carrinhos de golf, bicicletas e ou a pé.

Findo o passeio pela muralha, você pode partir pro pagode gigante da cidade, o Goose Pagoda. No centro de um mosteiro e um templo budista, o pagode foi construído em 652 pela imperatriz Wu Zerian (dinastia Tang) para homenagear Buddha e guardar os itens budistas trazidos da Índia. Buddha deixou discípulos em Xi´An após chegar da Índia. Um painel gigante em jade conta a história do budismo no local numa das salas laterais. E, no centro, as estátuas gigantes de Buddha.

Xi´An – Dia 2 – CHINA

Xi´An não teria a expressão turística que tem hoje não fosse a descoberta dos guerreiros de terracota. Sim, porque o palácio do imperador Qin Shi Huang, o primeiro imperador da China, está destruído por guerras principalmente contra os mongóis.

Três fazendeiros descobriram em 1974 os guerreiros de Terracota e o mausoléu do imperador Qin. A tumba continua intacta, até porque abri-la é desenterrar doenças. E os chineses ainda têm respeito pelo homem que uniu o país. Já o entorno apresenta mais de 6 mil guerreiros que estão sendo desenterrados pouco a pouco.

A dimensão do espaço é impressionante. Dispostos de forma a guardar a tumba, os guerreiros estão prontos para a guerra. Há arqueiros, cavalarias, generais, cada um com o rosto diferentes do outro. Cada guerreiro foi feito por um artesão diferentes e cada artesão esculpiu seus rostos à sua semelhança. Ordens do imperador. Serviço mal feito levava à morte.

A visita no parque dura quase uma manhã ou uma tarde. Você pode almoçar por lá. Um dos fazendeiros descobridores dos guerreiros fica de plantão numa das lojas da entrada para tirar foto. Tem que pagar. No entorno, são vários os vendedores que vão te oferecer miniguerreiros por RMB 10,00 (algo em torno de R$ 2,50). Dizem que o governo confisca na saída do país. Duvido.

A visita a Xi´An pode encerrar com a ida ao disputado museu de história da cidade. É lá que você acompanha a história chinesa até a queda do último imperador (Qing), retratado no filme homônimo. A história seguinte, com as guerras e a revolução cultural que moldaram a China contemporânea, só são contadas no Museu Nacional da Praça da Paz Celestial, em Pequim.