Arquivo da categoria: Emirados Árabes Unidos

Abu Dhabi – EMIRADOS ÁRABES UNIDOS

16011723408_f3eb47f7b9_z

A partir de Dubai resolvemos visitar Abu Dhabi. Pegamos um táxi na porta do hotel e o preço da corrida não chega a 180 reais. Foi muito justo, melhor toque um daytour numa cia de turismo. A capital dos Emirados Árabes fica a pouco mais de uma hora de sua cidade mais famosa. Compramos antecipadamente o ingresso para o parque da Ferrari e fomos direto pra lá.

16011844268_f8a0429c21_z

16011827418_9719c35c16_z16011802248_dfe4b32b10_z

O parque é interessante, mas deve ser melhor para quem ama a escuderia. Pra mim, nada demais, mas a montanha-russa Formula Rossa, a mais rápida do mundo, é intensa e foi o primeiro brinquedo em que fomos. E não tivemos muita vontade de repetir. Mais algumas montanhas russas depois e alguns brinquedos sem a menor graça, resolvermos sair do parque e pegar outro táxi em Abu Dhabi para conhecer o que a cidade ainda tinha de melhor.

16013414537_73dff7e59e_z15579356603_227195a5ed_z

16198352882_2d5361ea8b_z

16011872670_3b057e8618_z

Passamos pela mesquita de Sheick Zayed, que é a maior do país e uma das maiores do mundo. Sua estrutura é nova e extremamente luxuosas, com seus lustres que são os maiores do mundo. A estrutura de mármore branco e pedras que desenham flores e ornamentos é impressionante. Impressiona também o ar-condicionado que esfria o local imenso. Mulheres precisam vestir um traje para se cobrir dos pés à cabeça para entrar. Mas é recomendado.

16013060199_1e4f8ccc17_z

Dali encerraríamos nosso tour em Abu Dhabi almoçando no centro da cidade em um restaurante Libanês que talvez tenha sido o mais gostoso dos Emirados Árabes. Conhecemos o  Bait el Khetyar graças ao Zomato e pude achar lá meu prato regional favorito: fígado de galinha na chapa. Além, é claro, de ensopado de grão de bico, kaftas e um pão quentinho assado na hora. E o precinho… camaradíssimo!

16197267651_df13e57cf7_z

Anúncios

Dubai – Dia 2 – EMIRADOS ÁRABES UNIDOS

16198104151_1cbd228e46_z  Nosso passeio pela arquitetura de Dubai seguia em frente. Tomamos o metrô em direção à ilha artificial The Palm, que foi construída como uma palmeira gigante sobre o mar de uma forma surpreendente devido a todas as dificuldades que enfrentaram para colocar de pé este projeto. A Ilha abriga condomínios, um shopping e um gigantesco hotel: o Atlantis, o mesmo que existe nas Bahamas.

15579008793_a50a6138c6_z

O passeio até o hotel é feito de monorail. Você chega à estação de metrô, toma um tram até a estação do monorail e o monorail até o Atlantis. Tudo é muito simples e bem sinalizado. E os prédios do entorno desta região, na maioria residenciais, são colossais e impressionantes. Lembramos de um que pegou fogo na semana seguinte que chegamos ao Brasil.

16012366600_398c55e79b_z

15577067314_8fb6076af9_z

Mas o passeio à ilha vale mais pelo ir e vir e pela admiração da construção. O hotel é um grande hotel no estilo americano, com um parque aquático que não fizemos questão de visitar, pois de tarde partimos para o melhor passeio que oa EAU podem oferecer: o tour pelo deserto.

16198137142_0cc901a089_z

Nossa empresa foi selecionada pelo concierge local. O preço foi ótimo e a experiência foi excelente. Havia o tour, o jantar no acampamento, a shisha. Tudo incluído. Já havia visitado desertos nos EUA e no Egito, mas o dos EAU é impressionante pela cor das dunas e pela areias finas, que ficaram ainda mais bonitas pelo horário em que partimos para o passeio: cerca de 16h.

16198941845_77ca1035f6_z

O rally e feito em comboio, os carros são grandes, bem equipados, mas ainda assim dá bastante medo. É uma coisa de bugreiros nas dunas de Natal. As derrapadas são rentes aos precipícios das dunas e há que se ter muita experiência para dirigir no local.

16198028872_b3666fe38f_z

O tour termina num grande acampamento. Não tinha dança do ventre porque o dia 2 de janeiro é um feriado santo, em que se respeita a morte do profeta Maomé. Achei até melhor assim 🙂

15578984423_66d17a4b76_z

A comida era mediana, mas os bolinhos de grão de bico estavam fenomenais. Mas o local era tão lindo, mas tão lindo, que a comida realmente era algo secundário. O nome da empresa que fez nosso tour é Planet Tours.

Dubai – Dia 1 – Emirados Árabes Unidos

P1020165

Tudo o que comumente se ouve sobre Dubai é que é um lugar caro, de alto luxo, com foco em compras e diversão a troco de muito dinheiro. Mas minha versão de Dubai é outra: uma cidade barata, com táxis baratíssimos, onde se come muito bem por muito pouco, pode-se fazer tudo de metrô ou transporte público e, pra quem gosta de arquitetura, a simples admiração do que a cidade oferece já é uma grande diversão.

P1020176

Dubai hoje gira em torno do Burj Khalifa, atualmente o edifício mais alto do mundo, com 828m de altura. Tipo o dobro do que eram as torres gêmeas.

Em Dubai, não há limites para as construções. Então, apesar de cara, vale a pena a subida no Burj Khalifa, que precisa ser agendada com antecedência – não deixe pra comprar seu ingresso namora. Compre pelo site. Lá de cima, se aprecia a cidade como um todo, pois os dias são claros e lindos quase todo o ano. E notamos como Dubai foi construída sobre o deserto. Dá pra ver o mar, com as ilhas artificiais do arquipélago mundo, as fontes semelhantes à do Hotel Bellagio, em Las Vegas, e o teto de um dos maiores shoppings do mundo, o Dubai Mall.

P1020216 P1020219

O contato com a população local é restrito, pois só 20% dos habitantes dos Emirados Árabes são locais. O resto é majoritariamente composto por indianos, que dominam a mão de obra para construções, chineses, coreanos e outros estrangeiros. Há pouquíssimos americanos no país, já que o Oriente Médio não costuma ser tão atraente para os Estados Unidos, sobretudo pela diferença entre árabes e judeus. Aliás, muito se falou sobre o passaporte, que não pode ter carimbo de Israel. Acabei fazendo um novo documento para viajar aos Emirados Árabes, mas depois vi que as autoridades na imigração sequer olham para este detalhes. O negócio dos EAU é trazer turista e fazer dinheiro. Tanto que, para entrar no país, é preciso ter um visto que custa caro e funciona como se fosse um ingresso para entrar.Para emiti-lo, você precisa de um sponsor. Selecionei a agência brasileira Guia em Dubai para ajudar com visto e foram sensacionais.

Nosso hotel foi o Novotel Al Barsha, que fica na região do Burj Al Arab, o famoso hotel em forma de vela que avança sobre o mar. Tinha café da manhã excelente, suítes espaçosas, banheira, piscina, amenidades e ainda tinha vista para o Burj Al Arab. Nossa ideia era passar o reveillon em frente ao Burj Khalifa. Tínhamos uma estação de metrô em frente ao nosso hotel. Partimos às 19h para o Dubai Mall, mas a quantidade de gente era tão grande, mas tão grande, que voltamos para o nosso hotel, compramos várias comidinhas e ficamos no nosso quarto, de onde vimos os fogos do Burj Al Arab da janela e os do Burj Khalifa pela televisão.

16173525256_21f3b86924_z

No dia seguinte, voltamos ao Dubai Mall para ver o Burj Khalifa todo iluminado. A imagem era essa:

P1020555

MAs, enfim, o contato com a população local de Dubai se dá sobretudo no centro antigo, onde há o museu de Dubai, que conta a história da cidade de forma lúdica e muito interessante. Fica dentro de um forte. Há várias mesquitas chamando para rezar, nas quais os não muçulmanos não podem entrar, e há um passeio de barco para cruzar o rio rumo ao mercado de ouro.

16200106675_1771b565a7_z

16012617898_257edf7812_z

O local impressiona pela quantidade de ouro, garçons servindo refrigerante, chá e água e um grande painel luminosos que diz a cotação do ouro no dia. As peças são caras. Você escolhe e tudo é pesado na hora. Uma pulseira custa cerca de 800 reais, bem fininha. Impressiona ver a população local comprando o equivalente a 25 mil reais em ouro para suas mulheres cobertas de véu.

P1020142

P1020141P1020135

Pegamos um taxista no centro – tácitas são muito baratos e excelentes – e pedimos para ir ao Ravi, restaurante paquistanês sobre o qual havíamos lido. Os preços são muito bons, a comida é deliciosa. O taxista, que por acaso era paquistanês, já sabia onde era. Era um local em que ele costumava almoçar. Chegamos e uma quantidade grande de homens nos salões olhavam para a nossa cara de ocidental. Um garçon simpático nos levou para uma mesa e notamos que havia mais uma mesa de gringos no local, inclusive com uma mulheres entre eles. Ficamos mais tranquilos e comemos um carneiro ótimo!

P1020136P1020278

P1020277

Do Ravi, seguimos para ver o por do sol em alguma praia. Entramos no táxi e o taxista falou que nos levaria a uma praia aberta – sim, as praias em Dubai são na maioria das vezes pagas.

Ele disse que era uma boa praia e que muitos ocidentais costumavam a ir lá. De fato, era a praia em frente ao Burj Al Arab, que, junto com o sol se pondo, compunha um cenário interessante! Era legal imaginar que do outro lado do mar já estava o Irã. Dava a dimensão da região complicada politicamente em que estávamos e do oásis de um aparente sossego que são os EAU no local.

P1020323

16013824279_fe2a26f076_z