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Siem Reap – Dia 1 – CAMBOJA

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Licenciamento: a gente vê por aqui.

Chegar a Siem Reap a partir de Phnon  Penh ou Bankok é fácil. Há voos diretos para o aeroporto internacional da cidade, pequeno, mas prático e muito acostumado a receber turistas, principalmente os europeus.

Siem Reap é a cidade base para visitar os ankores e a cidade da antiga civilização khmer. A cidade é lotada de hotéis boutique, bons restaurantes e lojas.

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O símbolo do Camboja é o maior templo religioso do mundo, o Angkor Wat. Ele está na bandeira e já deve ser familiar a muita gente que nem mesmo ouviu falar do pequeno país.

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A visita ao seu interior é uma loucura. Tudo é imenso, com muitas torres, salas, corredores e escadas.

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Para chegar à região dos ankores, o ideal é alugar um tuktuk só pra você. É seguro e você pode combinar o preço na hora. É barato. É interessante pedir uma indicação ao hotel porque seu guia pode te levar aos outros imensos templos e palácios da região. A cidade antiga é gigante, as ruínas são grandes e há muitos pontos de interesse. O guia dá uma filtrada, o que ajuda bastante.

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Referência pop: neste templo foi gravado Tomb Raider

Abaixo, um panorama geral da região histórica!7708214310_1161c51495_z 7708260016_587b8a3661_z 7708269166_5994fd71f5_z 7708290880_795faa96b7_z 7708315140_3eed4973e5_z 7708320114_201a48fa4f_z  7710109418_55c4c6a36d_z 7710165202_4e6d7a5202_z

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Tikal – GUATEMALA

starwars Tikal é uma cidade pequenininha no interior da Guatemala. A importância dela se dá por ter sido uma das mais prestigiosas cidades maias, com muitas de suas pirâmides ainda de pé, que se erguem de forma impressionante na selva em meio à natureza selvagem composta de muitos bichos, incluindo muito jacaré e muito quetzal, o pássaro símbolo da Guatemala e que nomeia a moeda do país.

Você pode partir para Tikal a partir da Cidade da Guatemala, que foi o que fiz.

8346042602_c3da4b0ae3_z     8344986219_2ccb689b4e_z  Num avião pequenino, que não se muito alto, mas é um compartimento fechado e pressurizado, você voa ainda que baixo sobre a capital do país rumo a uma região mais úmida no litoral.

Aterrisamos próximo à cidade de Flores, que também e linda e vale o passeio.

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De lá, entramos no parque das ruínas de Tikal. O passeio pelas pirâmides dura uma hora.

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Você pode dormir no local para ver o sol nascer e ouvir os pássaros. Infelizmente, não pude ter essa experiência, mas o que pude ver foi suficientemente impressionante.

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E tive a oportunidade de subir a uma das maiores pirâmides do local, que também ficaram famosas no filme O Retorno do Jedi, da série Guerra nas Estrelas.

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Hoi An – Dia 2 – VIETNÃ

7570663056_bba322f96b_z    Não bastassem as belezas da cidade de Hoi An, com templos, museus, mercados e lojas para rodar depois de um dia na praia, seus arredores também são cheios de coisas legais para fazer.

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Destaco duas experiências que tive. Uma delas foi visitar as ruínas da antiga civilização Cham, que habitou a península da indochina antes dos vietnamitas. Seus templos hindus gigantescos ainda se encontram no meio da flores. Vale muito a pena visitá-los.

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No mesmo dia, resolvi fazer uma aula de culinária vietnamita.

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A aula não é lá essas coisas, pois você percebe que a base de tudo é arroz, para panquecas e rolinhos, e o recheio de vegetais, amendoim e carne é o básico.

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Mas foi interessante ver a horta ao lado da cozinha, o plantio e a colheita do que iríamos comer mais tarde.

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A comida era muito boa. Você comia o que cozinhava, mas era complementado pela cozinha excelente do local.

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Machu Picchu – PERU

Todo mundo da América do Sul deveria ir ao Peru e ir a Machu Picchu. Principalmente porque o “ir” é legal! A cidade Inca, encravada no alto dos Andes, tem pouco mais de mais de 500 anos. O que a fascina é o fato de ter permanecido desconhecida dos conquistadores espanhóis. A cidade foi apresentada ao mundo em 1911. Durante anos, permaneceu intacta.

Machu Picchu é enorme e você pode passar o dia lá. Leve seu passaporte que você ganha um carimbo de que esteve no local.

Mas pra transformar o seu dia numa aventura marcante, você pode fazer a subida da cidade de Huanay Picchu (Wanay Picchu), que fica em frente. Só 400 pessoas por dia podem subir a cidade, então compre seu ticket com antecedência.

A subida é um desafio: pesada, íngreme, emocionante. Parece que nunca chega.

As escadas da cidade são estreias, você atravessa pequenas cavernas, sobe pequenas pedras, escadas com degraus minúsculos… Mas tem uma vista privilegiada de Machu Picchu e se sente um vencedor 😛

A base para visitar Machu Picchu é Águas Calientes. É para lá e de lá que parte o trem rumo a Cuzco. É uma cidadezinha pequena, mas agradável e em contato com a natureza!

E o contato continua mesmo dentro do trem, com teto panorâmico pra gente apreciar a altura das montanhas dos Andes peruanos.

Nazca – PERU

Não importa em que lugar você esteja no Peru, você precisa ir a Nazca. A cidade fica no estado de Ica. Isso quer dizer que, se você está em Lima, vai pegar mais ou menos 7 horas de ônibus.

Não sei o que eu tinha na cabeça – talvez o pouco tempo para conhecer o principal do Peru -, mas eu resolvi ir e voltar no mesmo dia. Sim, eu saí de Lima de ônibus em torno das 4h da manhã e voltei para  Lima no final do dia, chegando em torno da meia-noite.

É preciso registrar que os ônibus interestaduais no Peru são extremamente confortáveis, possuem tela com entretenimento de bordo individual e serviço de bordo. Além disso, são muito baratos.

Chegando em Nazca, você já precisa estar com seu passeio de avião pelas linhas de Nazca comprado. Isso vai agilizar sua viagem. A cidade, que é uma pequena rua de comércio no meio do deserto, serve como base para a sua agência te levar até o aeroporto e depois, na volta, para você almoçar.

Chegamos ao aeroporto de Nazca. Hoje, é algo bem estruturado e sinalizado, com muita organização. Mas os guias contam que, não há muito tempo atrás, era apenas uma pista com empresas particulares de teco-tecos voando para explorar o turismo sem muita segurança para elas mesmas e para quem encarava seus passeios. Resultado: um grande acidente e o governo passou a cuidar das autorizações e do controle aéreo. Tanto que é preciso levar seu passaporte para voar em Nazca.

Os aviões não têm ar-condicionado. É tudo rústico, porém seguro. São 5 por voo, além de um piloto e um co-piloto que, além de controlarem a aeronave, te apontam as linhas que você vai observar no chão. Em 40 minutos de voo, com vento entrando pelo avião e o aeroplano sacudindo muito mesmo, você, se for capaz, abre um pouco mão da tensão para ficar maravilhado com o que é possível ver apenas de uma grande altura.

O avião sacudia tanto que eu só pensava em quanto seria tenso pra pousar. Mas foi bem mais tranquilo do que eu esperava. De volta ao solo, parei de suar frio e o guia nos levou para o segundo passeio interessante de Nazca: o cemitério de Chauchilla. Lá, é possível ver as múmias em excelente estado de conservação do povo Huari, uma civilização pré-inca do séc VII.

Eilat/Petra – Dia 1 – ISRAEL e JORDÂNIA

No extremo sul de Israel, o balneário de Eilat é algo assim, digamos, exótico de se ver. 40ºC no verão, cerca de 20ºC no inverno, a praia de Eilat é no Mar Vermelho, com águas limpas e nem sempre mornas. É possível chegar à cidade de ônibus que partem de Jerusalém ou Tel Aviv, ou mesmo em voos rapidíssimos e baratíssimos de avião para o seu pequeno, mas ultra-fiscalizado aeroporto.

Aliás, o aeroporto de Eilat faz parte do cenário da cidade. Aviões sobem e descem nas nossas cabeças enquanto passeamos pela rua dos principais hotéis e do antigo centro.

Meu propósito de ir a Eilat era unicamente conhecer Petra, na Jordânia, pois em Eilat está estabelecida uma das primeiras fronteiras amigas entre Israel e Jordânia. Ainda assim, me deram a dica de aproveitar o balneários: Eilat é bom pra compras.

R$ 50,00 pelo par de Havaianas?

Depende. Há grandes marcas americanas nos shoppings de uma zona que deveria ser tax free. Mas isso só significa que vão colocar os preços numa proporção em que o comerciante vai ganhar mais. Tel Aviv continua sendo mais barato e mais seguro para compras que Eilat ou a caríssima Jerusalém. Sim, porque em Eilat é comum ver réplicas de óculos Ray Ban em óticas que atestam-se por originais. A falsificação beira a grosseria. Melhor ficar com o mercado árabe também presente no local, vendendo tapetes, narguiles e outras quinquilharias.

A noite de Eilat tem aquela vibe cafona de balneário, com festa de gente gritando u-huuuu. Mas há excelentes DJs de música eletrônica, principalmente no verão. É questão de estar ligado na programação, dovulgada amplamente em todas as lojas e cafés da cidade.

Comer nas churrascarias kosher tende a ser mais caro do que nos restaurantes de fruto do mar. É só pesquisar. Se quer algo exótico, o parque de diversões temático do Rei David pode fazer seu gênero. Se sua noite for apenas uma espera para a ida a Petra no dia seguinte, passeie pela orla, faça cautelosamente as suas compras, veja o povo desfilar (franceses e russos em peso)e tome um sorvete numa das filiais da rede Aldo. O quebabe na mesma loja também é excelente.

E uma dica importante: guarde o recibo de tudo em Israel, porque eles ajudam a explicar o que você foi fazer no país nos interrogatórios dos aeroportos e da fronteira para a Jordânia, que eu encararia no dia seguinte.

Xi´An – Dia 2 – CHINA

Xi´An não teria a expressão turística que tem hoje não fosse a descoberta dos guerreiros de terracota. Sim, porque o palácio do imperador Qin Shi Huang, o primeiro imperador da China, está destruído por guerras principalmente contra os mongóis.

Três fazendeiros descobriram em 1974 os guerreiros de Terracota e o mausoléu do imperador Qin. A tumba continua intacta, até porque abri-la é desenterrar doenças. E os chineses ainda têm respeito pelo homem que uniu o país. Já o entorno apresenta mais de 6 mil guerreiros que estão sendo desenterrados pouco a pouco.

A dimensão do espaço é impressionante. Dispostos de forma a guardar a tumba, os guerreiros estão prontos para a guerra. Há arqueiros, cavalarias, generais, cada um com o rosto diferentes do outro. Cada guerreiro foi feito por um artesão diferentes e cada artesão esculpiu seus rostos à sua semelhança. Ordens do imperador. Serviço mal feito levava à morte.

A visita no parque dura quase uma manhã ou uma tarde. Você pode almoçar por lá. Um dos fazendeiros descobridores dos guerreiros fica de plantão numa das lojas da entrada para tirar foto. Tem que pagar. No entorno, são vários os vendedores que vão te oferecer miniguerreiros por RMB 10,00 (algo em torno de R$ 2,50). Dizem que o governo confisca na saída do país. Duvido.

A visita a Xi´An pode encerrar com a ida ao disputado museu de história da cidade. É lá que você acompanha a história chinesa até a queda do último imperador (Qing), retratado no filme homônimo. A história seguinte, com as guerras e a revolução cultural que moldaram a China contemporânea, só são contadas no Museu Nacional da Praça da Paz Celestial, em Pequim.

Atenas – Dia 1 – GRÉCIA

Atenas não é uma cidade bela, mas está cheia de encantos. A começar pelos pontos turísticos, mais interessantes do que muita cidade europeia que dá tornos e entornos sobre sua própria história. Atenas não tem a pompa de Paris e Viena, não é cosmopolita como Berlim ou Londres, não é civilizada como Lisboa ou Praga, mas traz a história da civilização ocidental tal como a conhecemos.

Ao comprar seu ticket para qualquer um dos pontos turísticos situados ao redor do boêmio bairro da Plaka, atente-se para algo que nenhum grego explica: um ticket vale para os principais pontos, incluindo o templo de Zeus, a Acrópole e a imperdível antiga Ágora, que foi reconstruída pelos romanos e, hoje, abriga um parque que te dá a ideia de como era viver na cidade aos pés do templo da deusa Atena.

Logo em frente à estação de metrô Monastério, há bares no estilo da Lapa carioca. Tire os pivetes, inclua alguns punks drogados e, pronto, você definitivamente está na Europa.

Na porta do metrô, carrocinhas vendem cerejas gigantes a 2 ridículos euros por quilo.

Na rua em frente, dois dos bares mais tradicionais da cidade – com fotos de artistas e celebridades do mundo inteiro nas paredes (Naomi Campbell, Bono Vox…) – atendem turista sem exploração. Muito pelo contrário: por menos de 10 euros, você come carneiro assado por horas no limão com alho, salada de iogurte com cebola, salada grega fresca sem economia no queijo feta e ainda te dão a sobremesa de graça (em geral, o inconfundível iogurte grego servido com mel e manga).

Os giros, que são os sanduíches nas pitas, são deliciosos. O pão é sem igual aqui no Brasil. Só na Grécia fazem daquela forma. Mata a fome rapidamente, pois tem salada, iogurte e carne. E o preço é ridículo. 2 euros. E você ainda fica de camarote vendo a fauna desfilar.

Cholula – MÉXICO

Ir de Puebla a Cholula é como ir do centro do Rio a Niterói.

Cholula é uma pequena cidade no interior do estado de Puebla, no México. Fica muito perto da capital (Puebla) e você pode tomar um táxi até a cidadezinha. Não sai mais de R$ 15,00. O que Cholula tem de pequena tem de impressionante. A cidade abriga a maior pirâmide do mundo em termos de extensão.

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Contruída por povos mexicas desconhecidos, a pirâmide ficou muito tempo abandonada, tendo toda a sua cobertura de pedras escondida por vegetação. Quando os espanhóis chegaram à região, achavam que estavam diante de um morro, no qual rapidamente construíram, em cima, a igreja da Virgem dos Remédios, que por lá ficou até as escavações iniciadas na primeira metade do século XX para desvendar o que havia por baixo.

O resultado é impressionante. O cenário local combina a pirâmide, a igreja e, ao fundo, o terrivelmente lindo vulcão Popo, ainda ativo – a foto dele abaixo não é minha.

Cholula, como Puebla, é dominada por igrejas barroquíssimas, comida mexicana callejera, bares e artesanato.

Nas ruas, são vendidas iguarias não tão simples de serem encontradas nas cidades grandes mexicanas, mas disponíveis em grandes quantidades em barraquinhas em Cholula: grilos, besouros e minhocas assados e temperados com limão e pimenta.

Como estava com fome e não queria estragar meu apetite, não tive coragem de provar. Caminhei mais um pouco e vi uma típica biboca mexicana com a placa que anunciava “coelhos assados no carvão”. Por lá, fiquei.