Genebra – Dia 2 – SUÍÇA

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Água potável por toda parte.

Genebra é sede das Nações Unidas na Europa. E é também sede da Cruz Vermelha. A ONU e o Museu da Cruz vermelha ficam bem próximos um do outro. Eu não consegui entrar na ONU, pois só abre de setembro a março, então tirei umas fotos do lado de fora e segui para o Museu da Cruz Vermelha, que é tecnológico e interessante.

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ONU

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Em frente à ONU

O museu conta a história de Henry Dunant, que ficou chocado com a condição humana pós-guerra durante as viagens em que fazia para negócios. Ele acreditava que a vida humana é o bem máximo pelo qual precisamos zelar e preservar. Dali, ao fundar a Cruz Vermelha, teve como missão ajudar e auxiliar pessoas em condições de vida de extremo risco e pobreza a superarem essa história. A Cruz Vermelha realiza trabalhos voluntários em áreas carentes em todo o mundo com a finalidade de preservar a vida.

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Museu da Cruz Vermelha

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O museu é todo interativo e o audioguide em várias línguas traduz a visita de forma simples e prática. Vale a pena.

E pra encerrar o dia, não podia deixar de provar o crepe suíço, mesmo a preço de ouro. Esse eu achei ousado porque podia inserir um ovo frito por cima.

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Genebra – Dia 1 – SUÍÇA

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Minha primeira vez na Suíça me impactou. Cheguei de trem saindo de Milão. A passagem pelo lago Cuomo e a subida dos Alpes começa a impressionar pela paisagem. A viagem é realmente linda e vale o esforço de tentar reservar um lugar na janela.  Ao atravessar a fronteira da Itália, já ficava tudo mais certinho, o asfalto das ruas mais escuro, as montanhas mais verdes (fui no verão) e tudo muito organizadinho. Eu estava seguindo para Genebra.

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Cheguei na cidade e comecei a rodar. O hotel me deu um ticket para usar o transporte público – supercomum os hotéis fazerem isso na cidade. E o transporte público inclui a travessia de barco no lago para chegar bem perto do Jet D’Eau, um impressionante jato de água no meio do lago cujo único propósito é não ter propósito. De lá, dá pra ir a pé para a Catedral de Geneva, na cidade antiga, e  para um dos museus mais interessantes da cidade: o Museu Internacional da Reforma.

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O museu conta a história da tradição protestante da cidade. João Calvino, influenciado pelas ideias de Martinho Lutero, também reviu as passagens da Bíblia, questionando a leitura e o monopólio da igreja católica sobre os escritos. Sua releitura era simples: acreditar em Jesus. Todos os santos foram banidos na reforma e a crença de que na terra é possível ser feliz com o esforço do trabalho deu o tom protestante e comercial que a cidade preserva até hoje. Genebra atraiu prostestantes de diferentes lugares da Europa, que se exilaram por lá. A cidade chegou a dobrar sua população rapidamente na época da reforma. Cresceram os negócios, o comercio e os bancos. E até hoje Genebra é uma das capitais financeiras do mundo, tolerante com imigrantes e prática para os negócios.

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Sua riqueza se reflete num sistema de transporte perfeito, na limpeza das ruas, nas fontes de água potável por todos os lados, na tolerância religiosa e racial, na preservação de seu patrimônio e no alto preço de produtos e serviços. Sim, a Suíça é muito cara para um brasileiro, mas eles estão aos montes lá. Aliás, tive a sorte de encontrar do nada pela rua um amigo meu que está morando em Genebra há 10. Sim, a cidade é pequena, apesar de cosmopolita.

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Comer fondue, raclete ou qualquer prato suíço vai te custar os olhos da cara. Prepare-se para tirar o escorpião do bolso. Aqui vão algumas dicas:

Manor: no topo dessa loja de departamentos, há um restaurante muito bom e variado. Você pode tomar café da manhã, almoçar e jantar no terraço. O preço é mais acessível e a vista é linda. Dica do meu amigo local.

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Vista do terraço da Manor com o jato d´água ao fundo.

Outra dica dele que vai te deixar mais em contato com os locais é ir ao Bains de Paquies, uma espécie de píer em que o povo vai pra tomar banho de lago (vá você também), comer e ver o jato d’água e o Mont Blanc dominarem a paisagem.

E a minha diquinha é comer na maravilhosa Martel, tradicional doceria. Lá comi a melhor torta de peras da minha historinha de vida. Além da perfeição do cozimento das peras, a massa era deliciosa e havia chocolate por baixo das frutas.

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Veneza – Dia 2 – ITÁLIA

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Dessa vez fui a Veneza para visitar a Bienal de Arte. É a mais antiga do mundo e a maior do mundo também – a de São Paulo vem na sequência.

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Entrada do Arsenale

Dividida entre o Giardino (um jardim que abriga vários pavilhões) e o Arsenale (um antigo forte local com gigantescos pavilhões para exposições), a Bienal demanda muito tempo. Fui teimoso e quis ver tudo num dia só, mas confesso que ao final da exposição minha cabeça já não computava o que eu via.

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Havia pavilhões dos países no Giardino. O Brasil estava lá com o artista Antonio Manuel. Mas gostei mais das obras doa pavilhões da Polônia, que trouxe um vídeo de uma ópera encenada em uma vila no Haiti….

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Da Romênia, que trouxe a pintura do artista e sua visão sobre o evolucionismo de Darwin. Da França, em que a artista colocou uma árvore para andar…

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E do Uruguai, com um delicado trabalho em papel do artista Marcio Maggi.

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Achei o Giardino da Bienal com uma vibe meio Inhotim. 

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De lá, peguei o barco rumo ao Arsenale para continuar a visita. E terminei o dia comendo um macarrão a carbonara no primeiro restaurante que achei pela rua. A Itália tem dessas vantagens: como a comida é simples, é difícil você comer mal. Ainda assim, considero o país caro pelo que servem. Em Portugal, por exemplo, come-se infinitamente melhor e com mais qualidade por um preço mais justo.

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E a última dica: se você usa óculos como eu e procura sempre armações diferentes, há uma ótica em Veneza que tem produtos exclusivos e de qualidade: Ottica Mantovani. Não é baratinho, mas também não é caro. A fabricação é própria e só vendem no local. Passa lá.

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Veneza – Dia 1 – ITÁLIA

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Veneza é sim a cidade mais bonita do mundo. Não que seja minha cidade favorita, até porque a sensação de estar numa cidade de verdade em Veneza não é tão recorrente. A cidade parece um parque de diversões em que você chega de barco, trem ou ônibus de turismo, lota restaurantes e atrações (e se hospeda por lá caso queira), paga mais caro por tudo, só cruza com outros turistas de todos os lugares do mundo e depois vai embora. Ainda assim, Veneza é impressionante pela arquitetura e pela imponência das construções e meio a ilhas. A cidade foi um dos mais poderosos centros comerciais do mundo, transportando especiarias para a Europa – quem não e lembra do domínio de Gênova e Veneza no comércio de especiarias do Oriente à Europa antes Portugal resolver dobrar o Cabo das Tormentas e encontrar um novo caminho para as Índias com o navegar Vasco da Gama?

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Enfim, Veneza felizmente, diferente de Gênova e Milão, preserva seu patrimônio, intacto durante a Segunda Guerra Mundial. O transporte pela cidade é caro. Mas você vai precisar fazê-lo de vaporeto, que funciona como um ônibus local, já que não se entra de carro nas ilhas. E a pé é uma delícia se perder pelas ruas da cidade. Veneza é um labirinto, mas agora o Google Maps no smartphone ajuda a gente a achar o caminho do hotel de forma mais fácil.

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Entre as atrações, vale muito visitar o Duomo na praça São Marcos – acho que é um dos mais ricos arquitetonicamente falando. E ainda o Palácio Ducale, que conta a história da cidade, sua tradição comercial, a hisória das prisões locais e tem de quebra algumas das obras do ousado Hieronymous Bosch.

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Bolonha, Parma e Módena – Dia 2 – ITÁLIA

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Dá pra fazer de Bolonha a sua base caso você queira conhecer outras cidades italianas ali por perto. Comprei um ticket de ida e volta da Trenitália até Parma. O centro da cidade pode ser facilmente acessado a pé. E dois pontos são imperdíveis no local: o famoso Teatro Farnesi, que foi reconstruído após os danos na segunda guerra (aliás, Parma foi liberada dos fascistas pelas tropas brasileiras). A visita ao teatro é interessante porque é possível ir ao palco, ir aos bastidores e ter uma visão que o artista tinha da plateia na época do seu funcionamento.

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Em Parma, o mesmo prédio abriga o Teatro Farnesi, o museu arqueológico e a Galeria Nacional. Dá pra ir a pé da estação de trem.

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A visita do teatro ainda continua pela Galeria Nacional de Parma, que fica no mesmo prédio, e é linda. As obras dos mestres italianos e algumas coleções da época romana estão no local.

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Travesti

Seguindo em frente, a visita ao Duomo de Parma é obrigatória. Tive  a sorte de chegar para uma missa em que velhinhas me deram paz de cristo em italiano. Findo o culto, pude fotografar a cúpula impressionante do local.

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Parma é famosa pela sua comida. Então, antes de voltar para a estação e seguir pra Módena, para acertar logo onde comer, indico a Salumeria Garibaldi.

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Você pode comer lá ou levar para casa. Os atendentes são muito simpáticos, te ajudam a escolher, colocam a música bem alta e saem dançando. E, caso você opte por comer no local, preparam uma mesinha fofa. É divertido. Comi um franco recheado com queijo e envolto em presunto de parma. E ainda um bolo de carne com nabo. Os dois estavam realmente muito bons. Tomei ainda o refrigerante de chinotto, comum na Itália.

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Rumo a Módena, que é no meio do caminho de retorno a Bolonha. Para quem gosta de carro, há o museu da Ferrari. Preferi não entrar, pois já estava exausto e já conheci muito da história da escuderia no parque Ferrari, em Abu Dhabi, então, passei por lá, vi a casa onde Enzo Ferrari nasceu, tomei um café gelado no café do museu (tem preços ótimos) e segui para o Duomo da cidade, que já foi construído em um estilo mouro. Chega a ser um pouco exótico, mas esta arquitetura é comum em algumas cidades italianas e espanholas que preservaram o cristianismo ainda com a influência da arquitetura otomana. Como algumas coisas na Itália, parte do Duomo também parece que está afundando, ma estão sempre fazendo de tudo para manter o patrimônio de pé. Foi rápida minha passagem por Módena.

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Voltei logo para Bolonha porque a noite na cidade reservava algo especial:  um cinema  gratuito ao ar livre em praça pública, no coração do centro histórico. O filme era italiano, e eu não falo italiano, mas a experiência de estar assistindo ao ar livre naquele local, com a cidade apagada em volta foi demais ❤

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Bolonha, Parma e Módena – Dia 1 – ITÁLIA

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A lasanha a bolonhesa é famosa e amada no Brasil. Mas Bolonha é pouco conhecida dos brasileiros. A capital da Emília Romana é linda, rica e impressionante. Impressiona pelo seu passado que, assim como muitas outras cidades do norte da Itália, foi rico, cheio de glórias, gozou de alguma independência e da ascensão burguesa. Aliás, o dom para negócios e comércio da Itália sobrevive até hoje. Diferente de outros países europeus, aqui nada é de graça. Nem um mapinha, nem um carrinho em supermercado… E até para ver os tetos das igrejas é preciso muitas vezes depositar uma moedinha de 1 euro.

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Bolonha também cobra por suas atrações turísticas – não são muitas – mas algumas valem muito a pena. O duomo da praça central é lindo e a torre da cidade equivale a um prédio de 30 andares. Você paga para subir 400 degraus. Mas o desafio é interessante – cuidado porque vai ficando cada vez mais apertada e mais sufocante. Mas lá em cima o ar é puro e  a visão é muito privilegiada.

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Também imperdível é a visita à Biblioteca de uma das universidades mais antigas do mundo e sua sala de aula de anatomia. Ainda está lá a prancha para expor o cadáver e as esculturas que inspiravam os temas tratados no local.

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Como toda cidade italiana comercial, Bolonha é cara. Então, é preciso escolher bem onde comer. Indico um restaurante, um café, uma sorveteria e uma pizzaria.

Re Enzo – a lasanha bolonhesa é maravilhosa, com massa verde, bem estruturada. Não vem fervendo, então você pode sentir o sabor do molho e da carne. Mas o mais surpreendente neste restaurante é o espinafre feito com alho, óleo e pimenta. Parece um espaguete de espinafre. É delicioso e acho que vai dar para tentar repetir em casa.

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Lasanha bem estruturada, suculenta, servida na temperatura certa. Pareci a Paola Carosella descrevendo como deve ser uma lasanha.

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Em geral, na Itália, o café é sempre gostoso e bem feito. Aliás, para quem ama café como eu vale uma visitinha na loja da Bialetti no local. Mas, enfim, para consumir a bebida lá, recomendo o café Terzi. Escondidinho, prepara do jeito que você quiser e, para quem gosta de adoçar, eles têm muitas formas de fazê-lo. Com melaço, açúcar de cana, mel de agave etc. Eu pedi meu café frio com um pouquinho de açúcar. Veio assim. E o preço é ótimo: 1,50 euro.

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Café gelado!

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Gelato é alto comum também nas cidades italianas, mas confesso que, assim como no caso da pizza, a gente está mais bem servido em São Paulo. Mas o sorvete de leite com menta da Pretto vale a prova.

E pra terminar, a famosa pizza. Na Itália, é interessante que a pizza individual é sempre enorme. Então, dá até pra dividir. Essa é do La Brace, com mussarela de búfala, tomate e parmesão, feita no forno a lenha.

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Lisboa – Dia 2 – PORTUGAL

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Continuando a orgia gastronômica em Lisboa, resolvemos tomar café da manhã num dos pontos mais turísticos da cidade. Mas como você está em Portugal, vale lembrar que, diferente de outras cidades europeias, o que é turístico ainda é acessível, tem bom preço e comporta a demanda. Então, nem sofremos muito com a pequena fila que enfrentamos pra sentar lá dentro dos Pastéis de Belém. O atendimento simpático nos trouxe café, muitos pastéis de Belém com a casquinha crocante e uns rissoles. A produção diária da loja é de 20 mil pastéis. Nos finais de semana, chega a 35 mil unidades. Então tem pra todo mundo.

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Um ponto turístico interessante que fica próximo a Belém, mas que eu não visitei nesta viagem, porém anteriormente, é o Palácio da Ajuda. Construído para ser maior que Versalles, teve sua construção interrompida quando Napoleão invadiu Portugal e a corte teve que se mandar para o Brasil. É interessante porque é um palácio colossal construído só pela metade, o que deixa uma marca forte da história que tanto se relaciona com a história do Brasil. Afinal, foi com a ida de D. João VI para o Rio de Janeiro que a cidade ganhou prédios públicos importantes, como a biblioteca nacional, o museu de belas artes e o teatro municipal. A corte no Brasil ainda possibilitou os primeiros movimentos pela independência. Então, visitar o palácio é entrar em contato com esse pedaço da nossa história.

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Seguimos adiante rumo ao bairro da Graça que, desculpem o trocadilho, é uma graça. Vá de táxi – os táxis em Lisboa são muito baratos e de alta qualidade. Peça para o taxista te deixar lá no alto da Graça e vá descendo a pé, pois é uma ladeira com algumas das vistas mais deslumbrantes de Lisboa. O Castelo de São Jorge fica próximo e vale ser visitado também. Descemos a Graça e voltamos para a Baixa, onde resolvemos comer na Uma, uma tasca especializada em Mariscos. O arroz de mariscos é famoso em Lisboa – dizem que é o melhor da cidade. Peça um de 10 euros, que é a porção menor, mas para desfrutar do melhor do restaurante, peça a porção de camarões. O molho é impressionante de bom e, misturado ao arroz, aí sim faz com que ele seja o melhor arroz de mariscos de Lisboa.20578737560_e55842c918_z

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Comemos antes da foto, sorry…

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Fim de tarde no Chiado, o bairro do agito da cidade, com muitas lojas, turistas, cafés. Escolha entre a Benard, mais clássica e cara, ou o Chiado Caffe, moderninho, baratinho e delicioso. O doce de feijão deles vai você mudar sua cara feia agora, pois é maravilhoso. Eu também relutei em provar, pois a referencia que eu tenho são os doces de feijão japoneses, de quem nem sempre gosto. Mas o doce de feijão do Chiado Caffe tem um sabor amendoado que o torna inesquecível.

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Esse doce era do Chiado Caffe: camafeu de nozes com recheio de ovos moles sobre uma base de chocolate.

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E o por do sol mais bonito e famoso de Lisboa fica ali perto, no Adamastor.  Tivemos a sorte de, neste dia, ter banda ao vivo. O local é lindo, a bebida é barata, há ainda petiscos e doces – prove a queijada do local.  Vão te oferecer drogas por todos os lugares. Faça igual na matéria do Fantástico que você assistiu na infância: diga “não, obrigado”.

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Fim de tarde no Adamastor

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Show de luzes na Praça do Comércio

Lisboa – Dia 1 – PORTUGAL

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Fernando Pessoa

Já havia ido a Lisboa algumas vezes, mas dessa vez foi muito, mas muito especial. Visitei alguns amigos que escolheram Portugal para morar em busca de uma vida mais tranquila e menos pautada pelo sucesso e pelo consumo ❤

Hospedado na casa deles no bairro Príncipe Real, pertinho do badalado Bairro Alto, partimos para desfrutar o que a cidade oferece de melhor: comida boa e barata.

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Nosso primeiro dia se iniciou em uma tasca (o famoso boteco). Pautados por um guia que havíamos acabado de comprar, partimos para a tasca A Provinciana. Os pratos que pedimos:

Queixada de porco: é o queixo com a bochecha do animal.

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Bitoque (uma espécie de molusco primo da lula). No caso, foi preparado na chapa.

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Carapau: delicioso peixe, irmão da sardinha. Só que acho que é mais saboroso. Quando maior, é preciso tirar a espinha. Mas os menores você pode comer direto, com cabeça, espinha e tudo.

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Ainda sobre peixes, Portugal se especializa cada vez mais em conservas e é possível encontrar diferentes peixes em latas lindinhas em lojas especializadas ou mesmo em delis e supermercados. Ótima dica pra levar pra casa. Se quiser algo ainda mais específico, vale visitar a  loja A Vida Portuguesa. Em tom retrô, promove uma revitalização e um reencontro com os produtos típicos portugueses com uma roupagem mais bacana para ser vendida.

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Ainda falando em comida, o lugar que escolhermos jantar foi o A Licorista/O Bacalhoeiro. Esse restaurante é um pouquinho mais caro – tipo você come horrores e itens de alta qualidade e paga cerca de 15 euros.

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Nós pedimos o bacalhau frito da casa, que vem com saladinha. Maravilhoso. Pedimos também uma porção de carapaus fritinhos – esses sim dá pra comer com cabeá, espinha e rabo. Vai na fé. E ainda pedimos camarões.

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De sobremesa, a baba de camelo, que é uma espécie de pudim de caramelo com amendoim que descobri que dá pra fazer facilmente em casa. Não aguentamos pedimos dois de tão bom que estava.

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Apesar do tom do post ser só sobre comida, há uma igreja que vale a pena ser visitada que fica perto da tasca e do A Licorista. É a igreja de São Domingos. Suas histórias são pesadas. De dentro dela, saíam hereges, judeus e outras pessoas acusadas pela igreja e executadas em praça pública. O monumento ao lado faz questão de lembrar da gravidade do ocorrido em função do fanatismo religioso. E a surpresa não para por aí. A igreja sofreu um incêndio em 1959 e resolveram mantê-la do jeito oque está, ainda com as pedras marcadas pelas chamas. Pintaram ainda o restante reformado de vermelho. É a própria visão do inferno num templo cristão.

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Cracóvia – Dia 2 – POLÔNIA

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Quis visitar a Cracóvia pelo fato de ser possível fazer de lá um tour para Auschwitz, maior campo de concentração durante o regime nazista. Fui num tour da companhia SeeKrakow, que comprei antecipadamente pela internet, mas você pode comprar de operadoras locais de lá por um preço até mais barato. Há tours que incluem no mesmo dia Auschwitz e a catedral de sal. Mas como eu já conhecia a impressionante catedral de sal de Zipaquirá, na Colômbia, preferi ir apenas a Auschwitz e aproveitar o fim do dia de volta à cidade.

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O tour pelo campo de concentração é muito impressionante. A quantidade de artigos recolhidos dos prisioneiros é exposta de forma chocante. O método de execução pela câmara de gás é detalhado e é possível visitar uma delas – outras foram destruídas pelas tropas aliadas.

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Uma maquete da câmara de gás

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Gás utilizado para execução

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Dentro dos fornos da câmara de gás

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Uma cena impressionante, que não pode ser fotografada, é a da sala com fios de cabelo das mulheres e crianças executadas nas câmaras. O cabelo era fornecido a uma fábrica alemã para a fabricação de travesseiros e outros tecidos.

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Os prisioneiros só podiam levar uma maleta com itens pessoais para o campo. Essa é a coleção de louças recolhida daqueles que foram executados.

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Óculos dos prisioneiros executados

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Auschwitz-Birkenau é o segundo campo, ainda maior que o primeiro. Nele os nazistas intensificaram o processo de execução de judeus, construindo câmaras de gás ainda maiores e uma linha de trem que acelerava o transporte para a morte. Em geral, mulheres e crianças eram executadas primeiro, já que os homens serviam para o trabalho escravo no campo.

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Muitos dos arquivos que documentavam as execuções foram queimados pelos nazistas quando pressentiram que iriam perder a guerra. Quando os aliados chegaram, muitas das instalações do campo haviam sido queimadas para eliminar as provas.

Auschwitz é impressionante e certamente mexe com a gente. É difícil você se conectar novamente om o ritmo das férias no retorno à cidade. Mas a Cracóvia é aconchegante e facilita o retorno com a simpatia dos poloneses e a comida maravilhosa. Abaixo, no caso, pato, minha paixão, que é possível comer em qualse todo restaurante local.

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Ainda na  Cracóvia, vale muito a pena visitar o bairro de Kazimierz. O local já foi uma cidade que concentrava fábricas para operários judeus, que se aglomeraram na região e transformaram o local num gueto depois de serem expulsos da parte cristã da cidade. Aliás, a parte cristã continua forte em torno do castelo, com as igrejas barrocas e góticas dominando a paisagem. Mas Kazimierz preserva a história e a comida local. Abaixo, um dos restaurants mais legais da região, o, que serviu um mix de Jerusalém (combinado de peito de frango, coração de frango e fígado de frango com cebola).

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Outro ponto de interesse especial é a Universidade da Cracóvia, uma das mais antigas do mundo. Ali estudo Nicolau Copérnico, que fez seus estudos e observações sobre possibilidade de a terra ser redonda. Quase foi pra fogueira, mas sua memória é ainda preservada no local.

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Cracóvia – Dia 1 – POLÔNIA

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Que bela surpresa me foi a Polônia. Na verdade, fui apenas à Cracóvia, cidade que escolhi como base. A Cracóvia foi capital do país antes de os reis se transferirem para Varsóvia. Seu castelo e sua cidade medieval conservam-se intactos pelo lado de fora. Por dentro, o castelo já foi modificado porque foi usado como base para as tropas aliadas durante a segunda guerra. Ainda assim, é interessantíssimo percorrê-lo num dos trous locais para ficar sabendo melhor da história deste país, que só conquistou sua independência em 1918 e depois foi novamente anexado à Alemanha nazista até ser liberado pelos aliados.

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Para visitar o castelo de Cracóvia, é importante chegar cedo. A bilheteria abre às 9h e não há como comprar pela internet ou antecipadamente. Os tickets do dia só são validos para aquele dia. Mas chegando em torno das 8h30 você pode ficar tranquilo que conseguirá os tickets para todas as exibições, incluindo os apartamentos reais, as salas oficiais de governo, o tesouro real (muito legal) e a Madonna de Leonardo da Vinci, altamente fetichizada.

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Parar para comer e beber em qualquer lugar da Cracóvia é importante, pois a comida é simplesmente maravilhosa e os preço nos faz entrar no túnel do tempo para lembrar da época de Real forte. É muito barato, muito acessível e de muita qualidade. Você certamente comerá bem em qualquer lugar que escolher, e isso ainda com vista para a praça principal da cidade ou para qualquer ponto turístico, sem se sentir lesado.

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Mas se quiser uma experiência polonesa típica, vá ao Moskie Oko e peça o bife de pescoço de porco acompanhado de pierogi recheado com cottage e batata e molho de manteiga com cebolas fritas. Pieroggi, aliás, pode ser comido com tranquilidade em qualquer lugar. É muito bom e muito barato.

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Como a Cracóvia é acessível, aproveitei para me hospedar em um hotel boutique, o Hotel Stary. A localização é preciosa, ao lado de tudo o que acontece na cidade história. Os quartos são lindos, a banheira tem hidromassagem, o terraço é astral, mas o melhor é a piscina do spa do subsolo, de acesso livre aos hóspedes do hotel. Parece uma terma romana, com a água temperada certinha. O visual é lindo, as toalhas são fartas, há cadeiras de balanço de palha para relaxar e ainda dois tipos de sauna para escolher. É muito amor.

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