Genebra – Dia 1 – SUÍÇA

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Minha primeira vez na Suíça me impactou. Cheguei de trem saindo de Milão. A passagem pelo lago Cuomo e a subida dos Alpes começa a impressionar pela paisagem. A viagem é realmente linda e vale o esforço de tentar reservar um lugar na janela.  Ao atravessar a fronteira da Itália, já ficava tudo mais certinho, o asfalto das ruas mais escuro, as montanhas mais verdes (fui no verão) e tudo muito organizadinho. Eu estava seguindo para Genebra.

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Cheguei na cidade e comecei a rodar. O hotel me deu um ticket para usar o transporte público – supercomum os hotéis fazerem isso na cidade. E o transporte público inclui a travessia de barco no lago para chegar bem perto do Jet D’Eau, um impressionante jato de água no meio do lago cujo único propósito é não ter propósito. De lá, dá pra ir a pé para a Catedral de Geneva, na cidade antiga, e  para um dos museus mais interessantes da cidade: o Museu Internacional da Reforma.

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O museu conta a história da tradição protestante da cidade. João Calvino, influenciado pelas ideias de Martinho Lutero, também reviu as passagens da Bíblia, questionando a leitura e o monopólio da igreja católica sobre os escritos. Sua releitura era simples: acreditar em Jesus. Todos os santos foram banidos na reforma e a crença de que na terra é possível ser feliz com o esforço do trabalho deu o tom protestante e comercial que a cidade preserva até hoje. Genebra atraiu prostestantes de diferentes lugares da Europa, que se exilaram por lá. A cidade chegou a dobrar sua população rapidamente na época da reforma. Cresceram os negócios, o comercio e os bancos. E até hoje Genebra é uma das capitais financeiras do mundo, tolerante com imigrantes e prática para os negócios.

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Sua riqueza se reflete num sistema de transporte perfeito, na limpeza das ruas, nas fontes de água potável por todos os lados, na tolerância religiosa e racial, na preservação de seu patrimônio e no alto preço de produtos e serviços. Sim, a Suíça é muito cara para um brasileiro, mas eles estão aos montes lá. Aliás, tive a sorte de encontrar do nada pela rua um amigo meu que está morando em Genebra há 10. Sim, a cidade é pequena, apesar de cosmopolita.

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Comer fondue, raclete ou qualquer prato suíço vai te custar os olhos da cara. Prepare-se para tirar o escorpião do bolso. Aqui vão algumas dicas:

Manor: no topo dessa loja de departamentos, há um restaurante muito bom e variado. Você pode tomar café da manhã, almoçar e jantar no terraço. O preço é mais acessível e a vista é linda. Dica do meu amigo local.

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Vista do terraço da Manor com o jato d´água ao fundo.

Outra dica dele que vai te deixar mais em contato com os locais é ir ao Bains de Paquies, uma espécie de píer em que o povo vai pra tomar banho de lago (vá você também), comer e ver o jato d’água e o Mont Blanc dominarem a paisagem.

E a minha diquinha é comer na maravilhosa Martel, tradicional doceria. Lá comi a melhor torta de peras da minha historinha de vida. Além da perfeição do cozimento das peras, a massa era deliciosa e havia chocolate por baixo das frutas.

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