Dubai – Dia 1 – Emirados Árabes Unidos

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Tudo o que comumente se ouve sobre Dubai é que é um lugar caro, de alto luxo, com foco em compras e diversão a troco de muito dinheiro. Mas minha versão de Dubai é outra: uma cidade barata, com táxis baratíssimos, onde se come muito bem por muito pouco, pode-se fazer tudo de metrô ou transporte público e, pra quem gosta de arquitetura, a simples admiração do que a cidade oferece já é uma grande diversão.

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Dubai hoje gira em torno do Burj Khalifa, atualmente o edifício mais alto do mundo, com 828m de altura. Tipo o dobro do que eram as torres gêmeas.

Em Dubai, não há limites para as construções. Então, apesar de cara, vale a pena a subida no Burj Khalifa, que precisa ser agendada com antecedência – não deixe pra comprar seu ingresso namora. Compre pelo site. Lá de cima, se aprecia a cidade como um todo, pois os dias são claros e lindos quase todo o ano. E notamos como Dubai foi construída sobre o deserto. Dá pra ver o mar, com as ilhas artificiais do arquipélago mundo, as fontes semelhantes à do Hotel Bellagio, em Las Vegas, e o teto de um dos maiores shoppings do mundo, o Dubai Mall.

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O contato com a população local é restrito, pois só 20% dos habitantes dos Emirados Árabes são locais. O resto é majoritariamente composto por indianos, que dominam a mão de obra para construções, chineses, coreanos e outros estrangeiros. Há pouquíssimos americanos no país, já que o Oriente Médio não costuma ser tão atraente para os Estados Unidos, sobretudo pela diferença entre árabes e judeus. Aliás, muito se falou sobre o passaporte, que não pode ter carimbo de Israel. Acabei fazendo um novo documento para viajar aos Emirados Árabes, mas depois vi que as autoridades na imigração sequer olham para este detalhes. O negócio dos EAU é trazer turista e fazer dinheiro. Tanto que, para entrar no país, é preciso ter um visto que custa caro e funciona como se fosse um ingresso para entrar.Para emiti-lo, você precisa de um sponsor. Selecionei a agência brasileira Guia em Dubai para ajudar com visto e foram sensacionais.

Nosso hotel foi o Novotel Al Barsha, que fica na região do Burj Al Arab, o famoso hotel em forma de vela que avança sobre o mar. Tinha café da manhã excelente, suítes espaçosas, banheira, piscina, amenidades e ainda tinha vista para o Burj Al Arab. Nossa ideia era passar o reveillon em frente ao Burj Khalifa. Tínhamos uma estação de metrô em frente ao nosso hotel. Partimos às 19h para o Dubai Mall, mas a quantidade de gente era tão grande, mas tão grande, que voltamos para o nosso hotel, compramos várias comidinhas e ficamos no nosso quarto, de onde vimos os fogos do Burj Al Arab da janela e os do Burj Khalifa pela televisão.

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No dia seguinte, voltamos ao Dubai Mall para ver o Burj Khalifa todo iluminado. A imagem era essa:

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MAs, enfim, o contato com a população local de Dubai se dá sobretudo no centro antigo, onde há o museu de Dubai, que conta a história da cidade de forma lúdica e muito interessante. Fica dentro de um forte. Há várias mesquitas chamando para rezar, nas quais os não muçulmanos não podem entrar, e há um passeio de barco para cruzar o rio rumo ao mercado de ouro.

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O local impressiona pela quantidade de ouro, garçons servindo refrigerante, chá e água e um grande painel luminosos que diz a cotação do ouro no dia. As peças são caras. Você escolhe e tudo é pesado na hora. Uma pulseira custa cerca de 800 reais, bem fininha. Impressiona ver a população local comprando o equivalente a 25 mil reais em ouro para suas mulheres cobertas de véu.

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Pegamos um taxista no centro – tácitas são muito baratos e excelentes – e pedimos para ir ao Ravi, restaurante paquistanês sobre o qual havíamos lido. Os preços são muito bons, a comida é deliciosa. O taxista, que por acaso era paquistanês, já sabia onde era. Era um local em que ele costumava almoçar. Chegamos e uma quantidade grande de homens nos salões olhavam para a nossa cara de ocidental. Um garçon simpático nos levou para uma mesa e notamos que havia mais uma mesa de gringos no local, inclusive com uma mulheres entre eles. Ficamos mais tranquilos e comemos um carneiro ótimo!

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Do Ravi, seguimos para ver o por do sol em alguma praia. Entramos no táxi e o taxista falou que nos levaria a uma praia aberta – sim, as praias em Dubai são na maioria das vezes pagas.

Ele disse que era uma boa praia e que muitos ocidentais costumavam a ir lá. De fato, era a praia em frente ao Burj Al Arab, que, junto com o sol se pondo, compunha um cenário interessante! Era legal imaginar que do outro lado do mar já estava o Irã. Dava a dimensão da região complicada politicamente em que estávamos e do oásis de um aparente sossego que são os EAU no local.

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