Caracas – Dia 2 – VENEZUELA

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Novo dia em Caracas, mais aventuras. Como estávamos no centrão da cidade, imersos em uma área chavista, resolvemos pegar um ônibus para a cidadezinha de El Hatillo. É colada em Caracas. Pra ir de táxi, é caríssimo – aliás, como tudo em Caracas. Então, fomos de busão mesmo e aproveitamos para entender melhor a dinâmica da cidade.

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O passeio pelo centro permitiu os aproximarmos do palácio residencial, onde guardas truculentos e ostensivos, a exemplo da polícia carioca, pedem para nunca paramos para olharmos para o Palácio, perguntam arbitrariamente de onde viemos e proíbem fotos.

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Começamos pelo próprio terminal, que fica na parte de baixo da praça Bolívar, point de encontro de chavistas. O local é uma belíssima construção, provavelmente da década de 70, quando a economia venezuelana decolou às custas do petróleo, principalmente pelo fato de o país ter sido uma das principais alternativas ao petróleo dos países árabes- estes passaram a regular e elevaram muito o preço do óleo porque o mundo começava a entender que este era um recurso finito.

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Para entender a situação política da Venezuela e o porquê da ascensão de Chavez ao poder, recomendo o livro Contos do Vigário, do jornalista argentino Andres Oppenheimer. Ele explica como a divisão social e econômica do país e a inabilidade de os EUA apoiarem eleições democráticas em um momento-chave no país, quando um candidato pró-EUA subia inconstitucionalmente ao poder, contribuíram para a atual situação.

Hoje, a companhia de petróleo estatal venezuelana, PDVSA, financia os belos centros culturais, os museus e até as reformas urbanas do decadente bairro de Sábana Grande, que já foi o point do consumo e da modernidade de Caracas. Vale fazer uma visitinha ao local – de dia por favor.

O passeio de ônibus mostra como as estradas venezuelanas são sólidas e bem construídas. Há obras de engenharia grandiosas e o asfalto ainda é excelente. Assim como outras metrópoles latinas, Caracas infelizmente também privilegia o automóvel individual. Mas o metrô é extenso e eficiente.

Em El Hatillo, é possível caminhar com tranquilidade. Há uma grande favela colada no centro histórico, mas lá moram trabalhadores dos restaurantes e cafés locais. Bom lugar para uma parrilha mar e terra, típica da região!

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Como falava, Caracas tem ótimos exemplos de arquitetura. É recomendada uma visita à Universidad Bolívar, que não visitei e, se quiser dar uma olhada no helicóide, uma estrutura colossal de concreto de formato oval que hoje abriga um quartel da polícia militar, sugiro tomar um táxi e pedir ao motoristas para dar algumas voltas enquanto você fotografa. O helicóide fica perto de uma perigosa favela na região.

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