Inhotim – Dias 1 e 2 – MINAS GERAIS

A 2 horas de Belo Horizonte, está um dos lugares mais fantásticos do nosso país, que pouca gente ainda conhece, mas é de impressionar qualquer cidadão do mundo: o Inhotim.

Jardim botânico e instituto de arte contemporânea, a propriedade privada de Bernardo Paz, empresário do setor siderúrgico e colecionador de arte, foi transformada em parque por iniciativa própria. Inhotim não só tornou-se algo único no mundo como levou desenvolvimento social à região.

A ideia de 1980 tomou forma quando Burle Marx idealizou os jardins que abrigariam a partir de 2002 galerias de arte em estruturas modernas e esculturas ao ar livre.

Hoje, some-se ao projeto do Inhotim um investimento em cidadania, contratando moradores da pequena Brumadinho, cidade que ainda não acompanhou a grandeza do parque que abriga. Os jovens que trabalham no local aprendem inglês e valorizam a oportunidade de conhecer gente de todo o país e de todo o mundo.

Os hotéis em Brumadinho são muito simples e os restaurantes não satisfazem nem com aquela comidinha mineira. A opção é comer no próprio Inhotim, que reúne de pizzaria (boa) a restaurante à la carte sensacional. Ou, se preferir, um honestíssimo bufê, com direito a uma chef especializada em saladas de BH e um carrinho com sobremesas maravilhosas.

O Inhotim tem galerias dedicadas a acervo. Outras são dedicadas permanentemente a artistas brasileiros de grande expressão, como Hélio Oiticica, Tunga e Adriana Varejão.

Aprecie você ou não arte contemporânea, o local vale a visita. Pode ser inclusive com crianças, pois só na galeria do Hélio Oiticica há tanta atividade lúdica que elas dificilmente vão querer sair do local. E nem você. Afinal, não é em qualquer lugar que você pode andar num salão gigante com chão de espumas, dormir em redes em meio a projeções de dimensões enormes e até mesmo mergulhar numa piscina dentro de uma escura sala.

São vários também os artistas internacionais que fazem parte do acervo do Inhotim. Abaixo, a impressionante obra do americano Chris Burden, o mesmo cara que já se crucificou num fusca. Mais importante que a escultura, Burden, artista conceitual, preocupou-se com o processo. As vigas gigantes caíam aleatoriamente e formavam uma estrutura que passou a fazer parte da realidade do local e é impossível de ser repetida. O resultado está no vídeo em seguida.

 

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