Pequim – Dia 1 – CHINA

Pequim é uma cidade colossal. Gigante, espalhada, comunista (leia-se nem sempre acessível a pé), imponente e poluída. Diferente de Shanghai, o novo em Pequim é feio e estranho. O velho é belo e interessante.

Tudo em Pequim é muito grande. Se chegar de avião pelo Beijing Capital, o impacto é impressionante. O aeroporto é belo e monstruoso, com deslocamentos necessários feitos em trens internos (coisa comum em grandes aeroportos mundiais). Só que, na China, tudo o que é grande sempre pode ficar maior.

Pela cidade, as avenidas são largas, quase impossíveis de serem cruzadas. O jeito prático de conhecer a capital é bookar um passeio que contemple o principal:

– Praça da Paz Celestial, com passeio pela Cidade Proibida

– Palácio de Verão (realmente muito impressionante)

– Grande Muralha

– Tumba do Imperador Ming

Em geral, os passeios não concentram essas 4 atrações num só dia. Quer uma sugestão? Alugue um taxista e faça tudo num dia só. O táxi é tão barato, mas tão barato, que não dói no bolso. Só certifique-se de levar um intérprete, pois NINGUÉM fala inglês.

Outro problema dos passeios bookados é que sempre vão te levar a alguma empresa governalmental que vende produtos típicos chineses: seda, pérola, chá e jade.

A cerimônica do chá é interessante e deliciosa no Dr. Tea (apesar do nome, é chinês e comunista, mas, como tudo na China, voltado para a alavancagem de receita, algo tipicamente capitalista). Os chás lá são “certificados pelo governo” (leia-se mais caros).

Ver a produção de seda é nojento e curioso. Tudo também certificado pelo governo.

Agora, ir no centro de medicina chinesa é legal demais. Agende uma consulta com um dos médicos e reserve uma hora para a sua massagem – de pé ou de corpo inteiro. É tão barato e tão bem feito, mas tão bem feito, que você nunca mais vai sentir algo igual. Aproveite.

À noite, a região da Wafujiung Street é o point para 3 coisas interessantes:

– Donghuamen Street, a rua da feira de iguarias exóticas comidas principalmente pelos cantoneses. Tem cavalo marinho, estrela do mar, besouro, escorpião, cobra, bicho da seda… Repare no povo saindo do trabalho, pegando um espetinho e descendo pro metrô.

– os shoppings no entorno são quase um labirinto mágico de compras, do qual você corre o risco de nunca mais sair devido aos preços e à proximidade com a moda ocidental. A China possui um planeta à parte de consumidores que possibilita o desenvolvimento de redes de fast fashion, produtos esportivos, eletromésticos e até carros que só existem lá. Não estamos falando ainda de produtos de baixa qualidade ou populares.

– encerre no restaurante mais badalado da cidade. “É muito caro”, qualquer chinês irá te dizer. É o Peking Duck. Peça o pato laqueado, inteiro ou meio. Não gastará mais do que 40 reais numa refeição deliciosa num restaurante gigante onde famílias ricas e empresários vão jantar.

A fila pro Peking Duck é grande. Peça senha, aguarde porque, apesar do restaurante ser um prédio de 4 andares, tudo na China é cheio. Na mistura com os locais, os ocidentais são raros. Prepare-se para tirar fotos na rua ou receber uma homenagem de uma rica família inglesa. As crianças encantaram-se com minha barba. Dois irmão (um filho é o padrão chinês) falavam inglês fluente, ao contrário de seus pais. Isso já diz bastante sobre a renda familiar dos que sentavam-se ao meu lado.

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