Belém – Dia 2 – Pará

100g de castanha-do-pará no Sudeste custam, em média, R$ 7,00. É o preço de meio quilo de castanha no próprio Pará. No mercado Ver-o-Peso, ela se encontra embalada, aberta para provar, triturada, torrada, do jeito que você quiser.

A torrada é a que encontramos para comer por aqui. A triturada é também torrada e boa para sorvetes. A picada, que também é torrada, serve bem para risotos. Mas e a castanha-do-pará crua?

Foi preciso pegar um barco e atravessar os furos (cortes em ilhas fluviais) para ir até uma pequena cidade no interior do Pará descobrir o processo de inicial de colheita da castanha.

A vida no meio das ilhas no Rio Guamá parece boa. As casas são dos nativos e nenhum homem branco pode comprar – essa é uma operação que não é conhecida por nenhum cartório no Brasil.

Na selva, não há miséria. Há pobreza, mas todos têm peixe, têm barco e, assim, dá pra se virar. Mas tem sempre uma igreja para atenuar o caminho entre o desejo e a realidade ainda que na floresta.

Foi perto dessa igreja que uma castanha nos caiu direto da árvores. São gigantes, tanto a árvore quanto o fruto.

De dentro deles, saem várias castanhas, que são descascadas uma a uma antes da torra.

Mesmo assim, a castanha crua também é muito boa.

A selva ainda reserva outras supresas. Algumas, boas e circenses.

Outras, nem tão boas assim.

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