Havana – Dia 2 – CUBA

A fábrica da Partagas é a mais famosa fábrica de charutos de Cuba. Estatizada, como tudo no país, ela produz as marcas Cohiba, Montecristo, Romeu Y Julieta e Partagas. Faça um tour. Vale muito a pena.

Você precisa comprar o ingresso num dos hotéis do Estado. Não dá pra comprar diretamente na fábrica. Burocracia. Se o tour começa às 9h, atenção, pois os hotéis só vão te vender o ingresso nos escritórios de turismo que também só abrem às 9h. E você só pode comprar ingresso para visitar a fábrica no mesmo dia. Entendeu? Não, né? Nem eu. Enfim, você compra o ingresso e corre pra fábrica. Em geral a guia da visita espera.

Falam inglês e espanhol. A fábrica é quente, quase precária, e ao mesmo tempo linda. Sâo vários os funcionários que enrolam diversos tipos de cigarros por dia para ganhar 50 euros por mês e mais alguns charutos. São os charutos que tentam te vender na rua como Cohiba. Você nunca vai saber se é um Cohiba de verdade porque quem decide se o charuto será Cohiba, Montecristo, Partagás ou Romeu Y Julieta é um funcionário mais experiente, que reconhece pelo toque e pelo olfato a qualidade da folha de tabaco. Dali, ele separa para saber qual brand levar e qual preço aplicar.

Tudo é vendido na loja ao final do tour. Caríssimo, mas não como fora de Cuba.

Museu interessante é o da Revolução Cubana. No palácio, você conhece a história enaltecida da revolução. Tudo meio precário, proibido de tirar foto, mas interessante.

Ao final, no pátio do lado de fora, navios e porta-aviões americanos capturados pelos cubanos em missões contra o inimigo Fidel. Muitas delas missões secretas que os EUA não reconheciam perante a comunidade internacional. A humilhação pública dos EUA veio quando o corpo de um piloto que tentava bombardear Cuba clandestinamente acabou ficando em território cubano depois de uma missão fracassada. Para devolver seu corpo, o governo de Fidel exigiu que os EUA reconhecesse o que havia feito. O corpo foi devolvido. A aeronave continua no Museu da Revolução de Havana.

Ao redor do museu, você precisa entrar em padarias, lojas de eletroméstico, roupas, farmácias e outros itens que fazem parte do dia a dia da capital. É surpreendente a inexistência de qualquer atitude que dê vazão ao desperdício. Em Cuba, tudo é contato e não existe excesso. Há uma batedeira e uma torradeira numa loja. Na lanchonete, 4 sanduíches de presunto. Na padaria, poucos pães. Nada pode sobrar.

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