Luxor – EGITO

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Cheguei ao Egito um dia após um atentado a uma igreja em Alexandria que matou mais de 20 pessoas e feriu cerca de 100. O país etava comovido, o presidente Mubarak, deposto pela primavera árabe dias depois, ia à TV pedindo união ao povo. O Egito iria entrar numa espécie de guerra civil, que foi contornada pela eleição da Irmandade Muçulmana e, posteriormente, pelo regime militar que governa o país.

Eu, que acabava de chegar de Israel, com sua conduta estrita de revista e checking antes de embarcar em transporte público, chegava a um país em que as revistas não eram lá tão sérias. Tomei um trem para Luxor e passei no detector de metal visivelmente desligado. Era um trem que já havia tomado um tiro para ver se algum turista seria atingido. Viajei de madrugada, mas não consegui dormir.

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Depois da emoção da viagem, cheguei a Luxor. A cidade  tem uma bela avenida, mas poucos quarteirões para dentro ela é bem favelizada. Ainda assim, não há perigo.

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Luxor é visita obrigatória porque lá está o Vale dos Reis, montanha em forma de pirâmide em que foram enterrados os faraós do Novo Egito, ou Alto Egito. A cidade tem ainda os templos de Karnak, o templo de luxor, o Palácio da rainha Hatshepsut e o Colosso Memnon.

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É interessante visitar o templo de Luxor e ver como o egito antigo conviveu durante um tempo com uma mesquita muçulmana implementada durante o regime otomano no mesmo local. Diferente da mentalidade burguesa de hoje, em que se preserva propriedades de valor histórico, a lógica do dominador no passado era sobrepor sua cultura à do outro. Por isso, muitas vezes, construíam-se templos religiosos sobre os templos dos povos conquistados para enterrar de vez a sua fé e substituí-la pela fé dominante.

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O colosso de Memnon, apesar de ser uma homenagem aos faraós, também sofreram danos. Foram os povos gregos que escreviam em suas paredes e tiravam lascas porque acreditavam que dava sorte.5342369820_89e1e044ae_z

A visita ao parque do vale sagrado dá direito a entrar em 3 tumbas. A de Ramsés II tem mais de 100 quartos porque teve muitas mulheres e filhos e queria que todos fossem com ele para a nova vida – é assim que os faraós eram enterrados: com tudo o que fossem imaginar precisar na passagem para a outra vida.

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A tumba de Tutankhamon foi descoberta no local. É uma tumba pequena, de um faraó que, doente, morreu muito jovem. Mas tem fama e alto valor histórico porque, diferente das outras, saqueadas durante o tempo, a de Tutankhamon estava intacta.

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Em Luxor viveu a Rainha Hatshepsut, que reinou por 22 anos numa época próspera do Egito. Seu Palácio também foi construído nas pedreiras do Vale dos Reis e pode ser visitado. Grande parte do complexo ainda está de pé, inclusive uma arvorezinha desidratada plantada pela rainha.

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E às margens do Nilo está o lindo templo de Karnak, que é um complexo de prédios, com pilotis e obeliscos sendo agregados por diferentes faraós. Alguns destes obeliscos já não estão mais lá: um está na Istambul e outro em Paris, ambos subtraídos da cidade durante os períodos romanos e franceses. 5342415408_423299d864_z 5342395578_851d6ec388_z      5341799545_63b85e4cd4_z 5341793131_bb0cc42aca_z

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