Tel Aviv – Dia 1 – ISRAEL

A chegada mais comum a Tel Aviv é pelo aeroporto de Ben Gurion. Ben Gurion é “o” aeroporto de Israel. Já foi o maior aeroporto do mundo. Continua gigante e distante do centro da cidade. Apesar de Israel não ser exatamente caro para brasileiros- também não é barato – um táxi a partir do aeroporto para o centro de Tel Aviv custa muito. O ideal é ratear. Sempre tem alguém na fila disposto a isso.

Tel Aviv é menor que Jerusalém, mas é mais cosmopolita, mais moderna, com mais arranha-céus e mais tolerância às diferenças. As coisas funcionam bem aos sábados (comércio, cafés, restaurantes). Sim, porque sábado em Jerusalém é um dia morto devido ao sabbath.

Se seu tempo é curto na cidade, você pode se hospedar num hotel-butique. O Hotel Cinema tem quartos excelentes, com todas as amenidades que um hotel-butique pode ter. No terraço, uma vista linda da cidade, com ofurô, sauna e chá com bolos e biscoitos à vontade. E o que é melhor: ele está dentro de um antigo cinema de Tel Aviv, todo projetado com arquitetura Bauhaus.

A Bauhaus funcionou na Alemanha entre 1919 e 1933. Era uma escola de design, artes plásticas e arquitetura. Foi popular entre os israelenses porque Tel Aviv era ainda jovem nesta época e muitos judeus aproveitavam para estudar fora, tendo a Alemanha como país de preferências. As práticas de arquitetura apreendidas eram naturalmente aplicadas naquela  cidade que desenvolvia aceleradamente: Tel Aviv.

Apesar de simples, com linhas retas e cores claras, a arquitetura Bauhaus é interessante e deixa Tel Aviv muito harmônica. Arrisco dizer que é uma das cidades mais bonitas do mundo.

Tel Aviv tem mulheres de cabelos soltos e saias curtas, muitos jovens, muitos casais gays nas ruas, muitos surfistas e outros praticantes de um esporte genuinamente brasileiro: o frescobol.

As praias em Tel Aviv são no mar mediterrâneo. Há uma certa divisão, pois há trechos de areias mais frequentados por gays e outros frequentados por judeus exclusivamente ortodoxos.

A preocupação da prefeitura com a harmonia da cidade é enorme. Há iniciativas para reciclar o lixo, para manter fachadas originais dos edifícios Bauhaus, mesmo com as reformas, e há ainda uma interessante lei que proibe propriedades privadas à beira mar. A orla deve ser de todos, então só hotéis e comércio estão autorizados a construir.

Cominhe a pé a partir do chafariz mais famoso da cidade pela rua Dizengoff. Dali, vá em direção à praia. É só perguntar, sem medo de se perder. E veja como a cidade é 100% ocupada por pessoas nas ruas, comércio e prédios belos.

Repare também que praticamente todas as embaixadas estão em Tel Aviv. A ONU não reconhece Jerusalém como capital de Israel, mas sim como entreposto internacional.

Ao final do dia, pode parecer estúpido num país do Oriente Médio, mas se você tiver interesse em provar o melhor hambúrguer da sua vida, recomendo uma parada na Agadir. Há alguns restaurantes em Tel Aviv. É hambúrguer como sempre deveria ter sido. Você sente cada pedaço de carne picado unido para fazer o que chamamos de hambúrguer. Não é barato, mas vale muito a pena. A única coisa que você não vai conseguir incluir na sua montagem é o queijo devido à incompatibilidade com a crença judaica.

E uma curiosidade: numa rua de um dos bairros mais caros de Tel Aviv, uma pequena banca está lá há anos para que as pessoas deixem os livros que não querem mais. Você pode pegar qualquer um dos livros da estante, desde que deposite 5 Shekels (cerca de 3 reais) num cofrinho. O depósito serve para manter o local.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s