Jerusalém – Dia 2 – ISRAEL

Passar a noite em Jerusalém é mais interessante ao lado da Rodoviária da cidade. De lá, você toma ônibus para Israel inteira, come comida boa e barata, apesar do aspecto um pouco sujo e da exposição sem proteção higiênica. O ambiente ao redor da rodoviária é, como em toda cidade, levemente tenso. Não há perigo de assalto ou coisa do tipo. Há muitos mendigos, inclusive judeus ortodoxos, pedindo dinheiro. Para entrar ou sair da rodoviária, você passa por revistas constantes, inclusive de todos os objetos que levar na sua bolsa.

De lá, é possível ir a pé para a Cidade Velha, de tram. De lá ainda é possível tomar um táxi e rapidamente estar no magnífico museu israelense.

Reserve algumas horas para a visita. O museu conta com uma impressionante coleção de obras de arte contemporânea e um acervo respeitoso de pintura moderna.

É interessante que, ao começar a sua visita lá de cima para baixo (suba todas a escadas do lado de fora), você acaba acompanhando a evolução das artes plásticas no Ocidente e tendo um panorama completo de seus principais expoentes.

O museu ainda reserva um espaço dedicado ao design, pauta em ascensão em Israel e com destaque merecido principalmente em Tel Aviv, cidade que respira design em tudo.

Ao lado de fora, é possível visitar a maquete que monstra como era a Cidade Velha de Jerusalém antes de ser conquistada pelos gregos. É possível ver o tamanho do Grande Templo e o castelo do Rei David. Foi interessante porque esse foi um dos momentos em que eu tive a real dimensão de estar pisando numa terra tão importante para diferentes religiões e que, ao longo de toda a sua história antiga, atual e futura, é palco dos conflitos que ocorreram ou estão por vir. A importância de Jerusalém para católicos, judeus e muçulmanos é ímpar. Eu, brasileiro, via a situação ser resolvida de forma muito fácil. Acostumado ao sincretismo que reina em meu país e à tradição da minha cultura de esquecer o passado e só olhar pra frente, pensava: “bom, já que hoje o templo foi destruído e construída a mesquita em cima dele, assim teremos que viver, meus amigos: um pouco para cada religião, sem estresse”. Mas a história recente mostra que a situação não é tão simples. Primeiro, porque a ONU considera a ocupação de Jerusalém por parte de Israel como ilegal. Segundo, porque todos os países do Oriente Médio, com exceção da Jordânia, do Líbano e do Egito, não reconhecem o estado judeu e se sentem ainda mais afrontados por ter Jerusalém, cidade sagrada para suas religiões, sob seu controle.

Num pavilhão mais abaixo, estão expostos os pergaminhos achados no Mar Morto. O Mar Morto é um gigantesco lago de água salgada, sem vida alguma, que separa Israel da Jordânia. Os manuscritos são tidos como fonte do primeiro livro dos judeus, daí sua importância histórica.

Finalizando a visita, a loja do Museu Israelense merece a entrada porque é sensacional. É gigante, tem aqueles itens de loja de museu que são irresistíveis e ainda tem bom preço.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s