Eilat/Petra – Dia 2 – ISRAEL e JORDÂNIA

Apresentada ao imaginário brasileiro em 2009 durante a novela Por Amor, a Jordânia, com Petra, a cidade encravada nas pedras, é um país rico e civilizado no Oriente Médio. Tem alguns dos mesmos encantos naturais que Israel: o deserto da Judeia, o Mar Morto e o Mar Vermelho ao sul, na cidade de Aqaba.

Sua capital, Aman, não é uma cidade exatamente bela. É um colosso da cor bege em pleno deserto, que pretende se tornar um polo de negócios em pleno Oriente Médio.

É possível e fácil ir a Petra a partir de Aman. Muito fácil mesmo. Na Jordânia, o povo fala inglês e todos são prestativos e educados. Mas eu preferi ir direto de Eilat e ter minha experiência de fronteira. Do lado de Israel, mais tecnologia e mais clareza na burocracia. No lado da Jordânia, tudo, aos nossos olhos, mais exótico: imensos cartazes do rei e seu pai, o povo inteiro de lenço vermelho na cabeça, oficiais recolhendo passaporte aos montes para carimbá-los sequencialmente e e entregá-los de volta ao seu guia em lotes e uma loja simples, mas divertida, de chá e souvernirs. Do lado de Israel, o ônibus do tour nos deixava e nos orientava a procurar o ônibus do lado da Jordânia. Os procedimentos de fronteira eram por nossa conta.

Símbolo da amizade restabelecida entre Jordânia e Israel, mediada por Bill Clinton e culminando com o episódio que assassinou o premier Issac Rabin, a fronteira de Eilat com Aqaba controla o fluxo diário de milhares de turistas que partem principalmente de Israel rumo a Petra. Chegando a Aqaba, no lado da Jordânia, embarcamos em um ônibus com um policial particular responsável por cada grupo individual de turistas. Uma espécie de tranquilizante contra possíveis terroristas, já que a Jordânia é nação amiga do Iraque, do Irã, da Síria e de todo o Oriente Médio.

Atravessamos o deserto em direção à cidade de Wadi Musa (Vale da Lua), porta de entrada para Petra.

Petra, na Antiguidade, assim como são hoje Cingapura ou Dubai, era uma cidade autônoma, para a insatisfação dos imperialistas romanos. Eles tiveram muito trabalho para conquistá-la, pois a cidade está inteiramente construída a partir um paredão de pedra. A cidade é gigante, com prédios, templos e casas encravadas nas montanhas. Detalhe: só 10% ainda foi escavado. O resto ainda está por vir. E o que se revela já é impressionante.

A visita dura o dia inteiro e o passeio é marcante não só pelo contato com a antiga cidade como também pela notória diferença entre os povos árabes e judeus. Pela proximidade e pela amizade hoje existente entre a Jordânia e Israel, a visita a Petra é a oportunidade de ter contato num mesmo dia com dois tipos de estados regidos por conceitos, leis, povos e atitudes diferentes. 

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