Cidade do México – Dia 1 – MÉXICO

A primeira sensação que tive ao chegar na Cidade do México foi de encantamento. Eu, que esperava uma São Paulo menos vertical, me surpreendi com uma cidade verde, organizada, cheia de parques, planejada e monumental.

sobrevoando a Cidade do México - Passeio de la Reforma e Chapultepec em destaque

Avenidas levam a grandes palácios e a museus espetaculares. Do aeroporto, um amigo me levou ao hostel onde deixamos minhas coisas para partir para explorar a cidade.

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De carro, rodávamos o Paseo de La Reforma, uma linda e gigantesca avenida que sai do Parque de Chapultepec rumo ao Centro. Arborizada, limpa e segura, ainda conta com bancos desenhados por artistas plásticos e com uma pista para bicicletas ao centro.

É no meio do Paseo de La Reforma que se encontra o dourado Anjo de La Independéncia, famoso nos cartões postais da Cidade do México.

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Em torno dele, me surpreendi com uma atividade que, até onde sei, acontecia e foi abolida da Av. Paulista: o fechamento das pistas aos domingos para que ciclistas, skatistas, corredores e patinadores as ocupassem e se divertissem.

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Paramos o carro próximo ao Museu de Antropologia. Pelas ruas, ia descobrindo a comida callejera do México. Dois itens, de cara, me fascinaram:

1. Água de Horchata: horchata é o nome para diversas bebidas provenientes de amêndoas, arroz e outros cereais. No México, a “água fresca” de leite de arroz é algo muito comum. Nas ruas, num copão enorme, é servida a água de horchata (sinônimo para água de arroz) bem gelada, docinha. É sensacional.

Água de horchata, bebiba favorita. Parece arroz doce líquido.

Do início da viagem em diante, passei a pedir isso em qualquer lugar que entrava. Descobri que, além da água de horchata, você pode pedir simplesmente como “horchata” – ou licuada de horchata – um leite de arroz mais espesso incrementado com canela, bem docinho e bem gelado, conforme o acompanhamento do sanduíche (ou torta, em ‘mexicano’) abaixo.

Torta = sanduíche. Ao lado, a água de horchata, que é igual a um pudim de arroz líquido.

2. Batata frita com limão. Desprezo batata. Mas a fome uma hora apertou e compramos batatas fritas com limão nas ruas. Um toque que faz muitíssima diferença. Experimente espremer limão na sua porção pedida em restaurante e vai ver como o tira-gosto pode se tornar muito mais interessante.

Comida de rua da Cidade do México. Destaque para as batatas fritas com limão.

Depois de toda a comida de rua, partimos para um dos restaurantes tipicamente mexicanos mais sofisticados da megalópole. Assunto para um outro post…

História

Dava pra fazer um blog à parte com todas as impressões que tive sobre a vida dos mexicanos, sua cultura e sua culinária.

De todos os países latino-americanos, o México tem um caráter à parte por manter identidade e relação ímpares com a cultura de seus antepassados pré-hispânicos. Até hoje, o mexicano tem sua culinária embasada no mole (guisados complexos), num molho feito à base de chocolate, no milho e no chili, hábitos herdados dos maias e dos astecas (ou mexicas, o povo que dominava a região antes da ascensão de alguns povos sobre outros).

Ao chegarem em Tlatelolco, na atual Cidade do México, os espanhóis ficaram espantados com um mercado com mais de 100 mil barracas vendendo comida, conforme retratado no mural abaixo de Diego Rivera exposto no Palácio Presidencial.

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Foi em Tenochtitlán, também soterrada pela atual Cidade do México, que o imperador Montezuma ofereceu um gigantesco banquete aos invasores espanhóis antes de ter seu povo dizimado e sua cidade destruída, dando lugar aos palácios e à catedral da região conhecida hoje como Zócalo.

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Escavações do metrô da Cidade do México permitiram que uma parte da antiga Tenochtitlán fosse recuperada. O Templo Mayor e ainda um complexo com palácio que acreditam ter servido de morada e abrigo para sacerdotes astecas podem ser vistos no museu homônimo: Templo Mayor. Há ruínas de uma grande cozinha onde eram preparados os pratos para as cerimônias de sacrifício – a pedra de sacrifício humano está lá intacta no topo de uma pirâmide.

Nos mercados mexicanos, até hoje corre solta a produção de tortillas (panqueca à base de milho) em barracas rudimentares. O mesmo acontece na porta de qualquer estação das 11 linhas do eficiente e sujo metrô da Cidade do México.

Não podia perder a oportunidade de experimentar a comida callejera do distrito federal mexicano. Sem tanta coragem assim para pedir algo na porta do metrô, sentei-me junto do povão no mercado de Coyoacán (bairro colonial onde viveu Frida Kahlo e Leon Trótski durante seu exílio) para provar tortilhas feitas na hora acompanhando o mole poblano, o famoso frango com molho de chocolate. Dizem que o molho nasceu quando uma freira não tinha o que preparar na visita de padres ao seu convento e, abrindo a dispensa, só encontrou chocolate.

As tortilhas estavam ótimas e o frango com o molho estava tipo… exótico.

Mercado de Coyoacan: experimentando o frango ao molho de chocolate.

Mercado de Coyoacan: experimentando o frango ao molho de chocolate.

Se você quiser também provar algo tão atípico, aqui no Brasil, o restaurante Obá serve de entrada o prato que eu tentava preparar manualmente no mercado: as tortilhas recheadas do mole de frango com chocolate. Experimente!

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